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Polícia investiga denúncia de “bolão do estupro” na UFPR

Segundo a denúncia, uma das alunas estava sendo vítima de ameaças de um número desconhecido; as informações mostram que homens apostavam dinheiro para ver quem seria o primeiro a violar a mulher

denúncia de estupro na UFPR
Tudo começou com uma denúncia feita por uma estudante ao Diretório Acadêmico da faculdade (Foto: Reprodução/UFPR)

Uma denúncia de um suposto “bolão do estupro” movimentou autoridades de segurança e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) de Curitiba nesta semana. O caso está sendo investigado pela Delegacia da Mulher, que acredita que os suspeitos logo serão identificados.

“Bolão do estupro”: estudante da UFPR foi ameaçada e perseguida

Tudo começou com uma denúncia feita por uma estudante ao Diretório Acadêmico da faculdade. Segundo a presidente do diretório, Nicole Martins, a estudante enviou prints e afirmou que estava sendo ameaçada, o que a trouxe insegurança. Nos prints, um homem, de número deconhecido, se identificava como aluno da UFPR e fazia ameaças de estupro.

“Essa estudante chegou até a gente pelo WhatsApp e disse que recebeu ameaças de um número anônimo. Ele se identificou como aluno da UFPR. Ela compartilhou os prints com as mensagens de cunho de ameaça. Ele dizia que eles estavam apostando, ele e outros homens, quem que conseguiria violar essa moça primeiro, e apostando dinheiro nisso mesmo. Nos desesperamos e contatamos a universidade imediatamente, porque as mensagens davam a entender que ela estava sendo vitima de perseguição também”, disse a presidente.

O caso chegou à direção da universidade, que contatou a Delegacia da Mulher. Agora o caso segue sob investigação. Não há certeza sobre o vínculo do aluno com a UFPR. Há uma suspeita de que ele seja um ex-estudante de Medicina – portanto, médico formado – e por isso o Conselho Regional de Medicina também está envolvido na investigação.

Estupro é crime: UFPR reforça repúdio à violência contra a mulher

O caso do possível “bolão do estupro” na UFPR gerou reações na internet. Nas redes sociais, a UFPR se manifestou com uma nota de repúdio à violência, mas informou que nomes dos possíveis envolvidos não serão divulgados. Assim que a investigação chegar em uma conclusão, a universidade afirma que tomará as devidas medidas, como a expulsão.

“A Universidade Federal do Paraná repudia qualquer forma de violência e reafirma seu compromisso com a segurança e o respeito de toda a comunidade acadêmica. Denúncias de violência contra a mulher são recebidas pela Ouvidoria e encaminhadas à Corregedoria da UFPR para apuração. A investigação criminal é conduzida pela Delegacia da Mulher, autoridade competente para esses casos. A universidade mantém contato diário com o diretório estudantil, solicitou o reforço de policiamento no entorno dos campi, ampliou a iluminação e estuda a instalação de mais câmeras nos espaços de circulação. Este caso é tratado com toda a atenção e cuidado, para proteger a vítima e preservar a integridade das investigações policiais. Cabe à UFPR acolher, apurar e aplicar as sanções administrativas cabíveis. As penalidades criminais são de responsabilidade da Justiça. Se você tem informações que possam contribuir com este caso, entre em contato com a nossa Ouvidoria Geral”, diz a nota em vídeo.

Quando o caso veio à tona, a UFPR fez um post em repúdio (imagem utilizada na capa da matéria):

O CRMPR também manifestou repúdio:

O caso segue sob investigação da Delegacia da Mulher.

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