Segurança
Urbs confirma atraso no pagamento e aguarda votação de subsídio de R$ 174 milhões
A Urbanização de Curitiba (Urbs) confirmou que houve atraso no pagamento dos salários de motoristas e cobradores, que aprovaram indicativo de greve para a próxima quinta-feira (12) caso não sejam pagos até lá.
A empresa afirma que espera a aprovação de um subsídio de R$ 174 milhões, que será usado para fazer frente ao déficit do sistema em 2022. A Urbs também diz aguardar ainda nesta semana o repasse de subsídio ao transporte coletivo vindo do Governo do Paraná (confira a nota completa no fim da matéria).
O repasse dos salários aos funcionários deveria ter sido feito na última sexta-feira (6). Na manhã desta segunda-feira (9), a assembleia do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) atrasou a saída de algumas linhas do transporte público de Curitiba.
Segundo a Urbs, nesta manhã a empresa fez ajustes na operação das linhas mais afetadas pela realização da assembleia. O serviço foi normalizado nas últimas horas.
Veja a nota:
A Urbanização de Curitiba (Urbs) aguarda a aprovação, pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC), do projeto de suplementação orçamentária de R$ 174 milhões, que será usado, em sua maior parte, para fazer frente ao déficit do sistema em 2022. O município também aguarda o repasse de subsídio ao transporte coletivo por meio do convênio com o Governo do Estado, o que deve ocorrer até meados da semana.
A Urbs reitera que tem feito esforços para acelerar os dois projetos e assim evitar atrasos nos repasses às empresas por conta do déficit financeiro no sistema. O transporte coletivo prevê um déficit de R$ 154 milhões em 2022, gerado pela diferença entre a tarifa técnica – que é a efetivamente paga às empresas – e a social, paga pelo usuário, de R$ 5,50. A diferença é coberta por subsídio do poder público. A tarifa técnica, em abril, foi de R$ 7.
A empresa também ressalta que o transporte coletivo é um serviço essencial, vital para o deslocamento de milhares de pessoas todos os dias na capital e a redistribuição de linhas entre empresas em caso de greve é uma prerrogativa de contrato e também uma forma de preservar o usuário dos ônibus da capital.
Por conta da assembleia de operadores nas garagens, que atrasou a saída de ônibus na manhã desta segunda-feira, a Urbs está realizando ajustes na operação das linhas mais afetadas a fim de atender as regiões da cidade que sofreram maiores impactos. Os agentes de fiscalização estão atuando a fim de regularizar a operação dos ônibus. O movimento deve voltar ao normal até o fim da manhã.