Mistério

Vendedor de balas é morto a facadas no bairro Parolin, em Curitiba

Vítima foi encontrada em região de intenso movimento; Polícia Civil busca imagens de segurança para desvendar o crime

Balas espalhadas ao redor de corpo de vendedor encontrado morto no Parolin
Além dos doces, os peritos localizaram um cachimbo de crack próximo ao corpo da vítima (Foto: Marcel Mercurio)

No início da tarde desta quarta-feira (15), no bairro Parolin em Curitiba, um homem, que aparentava trabalhar como vendedor de balas, foi encontrado morto com diversos golpes de faca pelo corpo.

Agentes da Guarda Municipal e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados via rádio por volta das 10h para prestar socorro na ocorrência. Porém, ao chegarem no ponto indicado, os socorristas apenas puderam constatar o óbito da vítima devido à gravidade dos ferimentos provocados pelas facadas.

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Cenário de violência e investigação

O cenário encontrado pelas autoridades reforça a hipótese de que a vítima trabalhava informalmente na região. Próximo ao corpo, dezenas de balas e doces estavam espalhados pelo chão e pela calçada, indicando que o homem atuava oferecendo os produtos para os motoristas no semáforo do local.

Em entrevista a Rede Massa, o delegado Ivo Viana, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, explicou os passos iniciais da apuração criminal.

“Nós estamos levantando agora as informações. Por enquanto, a gente só tem um corpo ali. Vamos aguardar a perícia chegar, a Criminalística e o IML, para ver quais são os tipos de ferimentos que essa vítima tem. Vamos fazer o levantamento de informações e tentar captar alguma imagem para entender a dinâmica do fato ali, tentar ver o que aconteceu”, explicou o delegado.

Investigação da morte

Além dos doces derrubados, os peritos criminais localizaram um cachimbo de crack muito próximo ao corpo da vítima. A presença do objeto levanta a suspeita de que o vendedor ambulante também fizesse uso de substâncias entorpecentes e que o crime possa estar correlacionado ao tráfico ou a desentendimentos na região.

Questionado sobre segurança pública do local do assassinato, o delegado Ivo Viana destacou que a área vinha registrando um período de tranquilidade antes do homicídio desta quarta-feira:

“Faziam um bom tempo que nós não tínhamos um homicídio aqui. É uma região bastante frequentada por usuários [de drogas], moradores de rua, traficantes… E agora a gente vai ter que ver do que se trata esse fato, o que motivou, se foi alguma briga isolada aqui entre as pessoas que residem ou que frequentam esse local, para entender a dinâmica”, complementou Viana.

O corpo do vendedor, que ainda não teve a identidade revelada pelas autoridades, foi removido pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba para exames de necropsia. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Paraná segue no local coletando depoimentos de testemunhas civis e buscando o acesso a câmeras de monitoramento das redondezas para identificar o autor e a exata motivação do esfaqueamento.

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