Crueldade

Veterinários são indiciados por maus-tratos após abandono de cães castrados no Paraná

Polícia Civil constatou uma série de irregularidades em clínica.

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Cães eram abandonados em área de mata após passarem por processo de castração (Foto: reprodução/Rede Massa/PCPR)

Três médicos-veterinários e uma clínica foram indiciados pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por maus-tratos a animais após cães submetidos a procedimentos de castração serem abandonados em uma área de mata em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do estado.

O caso ocorreu no início deste ano e gerou grande repercussão na cidade.

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Maus-tratos aos animais

As investigações começaram em março, após denúncias de que animais recolhidos por meio de um convênio público para castração estavam sendo descartados depois de passarem por procedimentos cirúrgicos, sem os cuidados necessários e sem encaminhamento para adoção ou retorno adequado.

Segundo o delegado Derick Moura, responsável pelo caso, foram constatadas diversas irregularidades durante a apuração.

“Foi constatada a prática do crime de maus-tratos aos animais, tanto em relação ao descarte dos animais após o procedimento cirúrgico, sem o devido atendimento, quanto por outras irregularidades verificadas durante a fiscalização realizada na sede da empresa”, afirmou.

De acordo com o delegado, a fiscalização identificou problemas operacionais e estruturais, incluindo o uso de instrumentos inadequados, condições impróprias para a guarda dos animais e falhas na gestão das atividades desenvolvidas pela clínica.

O inquérito apontou que os cães abandonados foram resgatados com sinais de desidratação e com ferimentos cirúrgicos ainda abertos. Durante as investigações, a polícia também encontrou outras irregularidades relacionadas à prestação dos serviços veterinários.

Entre os problemas identificados estavam espaços inadequados para internação dos animais, falhas nos procedimentos de higienização e descumprimento de protocolos sanitários.

Indiciamento de veterinários

A defesa dos investigados alegou que a devolução dos animais seguia um protocolo de captura, esterilização e devolução. Em relação às irregularidades encontradas na clínica, os responsáveis afirmaram que as falhas eram pontuais e teriam sido corrigidas após a fiscalização.

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil concluiu pelo indiciamento dos três médicos-veterinários e da empresa responsável pelos serviços. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MPPR), que analisará o inquérito e decidirá se apresentará denúncia à Justiça.

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Caso sejam denunciados e posteriormente condenados, os profissionais poderão responder pelo crime de maus-tratos a animais, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão. A definição da pena dependerá da análise judicial sobre a quantidade de crimes eventualmente praticados e as circunstâncias de cada caso.

Já a pessoa jurídica poderá ser alvo de sanções administrativas e judiciais, como a proibição de participar de licitações e de firmar contratos com o poder público, entre outras medidas previstas na legislação.

Confira a reportagem completa no Tribuna da Massa:

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