HOMICÍDIO

Homem mata família a facadas na frente do filho autista

O réu foi condenado por homicídio com as qualificadoras de meio cruel; homem confessou o crime

Wellington Alves de Queiroz
O outro filho do casal, de apenas 7 anos, presenciou todo o crime. (Reprodução/Redes sociais)

A Justiça condenou Wellington Alves de Queiroz a 103 anos, 8 meses e 12 dias de prisão pelos assassinatos da esposa, Daniele da Silva de Lara Queiroz, de 36 anos, e da filha, Sophia Lara de Queiroz, de 5 anos. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (4), e a decisão ainda cabe recurso.

O réu foi condenado por homicídio com as qualificadoras de meio cruel, por a vítima ser menor de 14 anos e pelo crime ter sido cometido na presença de um familiar. O outro filho do casal, de 7 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), presenciou os assassinatos e, após o crime, passou a viver com a avó materna, em Osasco (SP).

Crime aconteceu durante discussão do casal

O duplo homicídio ocorreu em novembro de 2024, em Boituva, no interior de São Paulo. Conforme as investigações, Wellington Alves de Queiroz confessou ter matado a esposa e a filha a facadas. Ele também admitiu que o relacionamento era marcado por constantes conflitos, principalmente em razão dos cuidados com os filhos.

Segundo relatos de vizinhos, durante uma discussão, Daniele saiu correndo pela rua por cerca de 50 metros carregando a filha nos braços, na tentativa de pedir ajuda. Nesse momento, Wellington a perseguiu armado com duas facas, uma em cada mão, e atacou mãe e filha.

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Em depoimento à polícia, o acusado afirmou que não tinha intenção de atingir a criança e alegou que Sophia teria sido ferida ao tentar defender a mãe. A versão, no entanto, foi descartada pela investigação. De acordo com o delegado Carlos Palumbo Delgallo, testemunhas relataram que a menina permaneceu no colo da mãe durante toda a ação.

Homem afirmou que filha tentou defender a mãe

A Polícia Civil também informou que Daniele nunca havia registrado boletim de ocorrência contra o marido nem solicitado medida protetiva. Ainda conforme o histórico do condenado, Wellington Alves de Queiroz já havia sido apreendido quando adolescente por envolvimento em outro homicídio, em Osasco.

À época do crime, o secretário municipal de Educação de Boituva, Luiz Eustáquio Gianotti, informou que os dois filhos do casal eram autistas e que os pais participavam ativamente da rotina escolar das crianças. Segundo ele, o município prestou apoio para que o menino sobrevivente fosse transferido de escola e recebesse acompanhamento após a tragédia.

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