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Pouca gente conhece!
Comemorada em todo país anualmente no dia 7 de setembro, nossa independência está repleta de situações que não aconteceram da maneira como são contadas
O feriado nacional de 7 de Setembro celebra a proclamação da Independência do Brasil. Porém, os acontecimentos reais por trás do rompimento com a corte portuguesa guardam episódios e situações bem diferentes do imaginário popular.
Entre estratégias geopolíticas, dívidas internacionais e perrengues inesperados de viagem, o Massa.com.br separou 5 curiosidades que pouca gente conhece sobre a Independência da República.
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Embora a imagem de Dom Pedro I tenha ficado eternizada como o rosto da Independência, a decisão formal partiu da princesa Leopoldina da Áustria.
Como regente em exercício no Rio de Janeiro durante uma viagem do marido a São Paulo, Leopoldina reuniu o Conselho de Estado no dia 2 de setembro de 1822 e assinou o decreto de separação política de Portugal. As cartas com o documento oficial viajaram por cinco dias até chegarem às mãos de Dom Pedro, resultando no episódio do dia 7 de setembro.
O primeiro país estrangeiro a aceitar oficialmente a emancipação brasileira não foi europeu. Sob a influência da Doutrina Monroe, sintetizada pelo lema “A América para os americanos”, o governo dos Estados Unidos apoiou publicamente a soberania nacional.
A atitude rápida dos norte-americanos visava afastar a influência direta das potências europeias na América Latina e abrir portas para vantagens comerciais exclusivas com o Brasil.
A aceitação da independência por Portugal demorou três anos e exigiu um alto preço financeiro. Em 29 de agosto de 1825, por meio do Tratado de Paz e Aliança, ficou determinado que o governo brasileiro pagaria uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas à coroa portuguesa.
Para honrar o compromisso financeiro, o recém-criado Império recorreu a empréstimos com bancos ingleses, dando início à dívida externa do país.
A representação do príncipe cercado por soldados com espadas erguidas e trajes de gala na tela “Independência ou Morte” não reproduz um retrato documental.
Finalizada pelo pintor Pedro Américo em 1888, a obra foi pensada como uma peça artística heroica e solene, inspirada em grandes pinturas europeias do século XIX, sem a pretensão de retratar com exatidão a simplicidade da comitiva de viagem da época.
A cavalgada de retorno do litoral paulista em direção ao Rio de Janeiro foi marcada por um desconforto físico constante. Dom Pedro sofria com crises de disenteria causadas por problemas na alimentação durante o trajeto.
O mal-estar forçou a comitiva a realizar várias paradas não programadas às margens de córregos e colinas. Foi justamente em meio a uma dessas pausas para recuperação física que o príncipe recebeu as correspondências do Rio de Janeiro e proclamou a ruptura definitiva com Portugal.
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