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Reajuste aprovado pela Aneel impacta mais de 5 milhões de unidades consumidoras; custo de subsídios da energia solar foi o principal responsável do aumento
Os paranaenses vão sentir o bolso pesar mais a partir desta quarta-feira (24). A nova revisão tarifária periódica da Companhia Paranaense de Energia (Copel) entrou em vigor, e vai encarecer a conta de luz dos consumidores residenciais em 20%. O reajuste foi calculado e homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) após debates em consultas públicas.
Com a atualização dos valores, o preço médio cobrado por kilowatt (kW) nas residências do estado passará a ser de aproximadamente R$ 0,76. O impacto médio geral, considerando todas as faixas de consumo, ficou estipulado em 20,51%.
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O percentual de aumento foi dividido pela agência reguladora federal de acordo com o tipo de tensão utilizada por cada tipo de cliente:
De acordo com os dados emitidos pela Aneel e pela Copel, o principal vilão do reajuste foi o custo do subsídio federal voltado à Geração Distribuída (GD), que seriam os sistemas de placas solares fotovoltaicas instalados em residências e comércios. Do percentual total do aumento, 16% correspondem somente ao custeio dessa política pública, que é cobrada de todos os consumidores do país por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Custos com transmissão e compra de energia também pesaram no cálculo.
A distribuidora paranaense, que atende cerca de 5,3 milhões de unidades consumidoras no estado, esclareceu que a maior parte do valor arrecadado na fatura mensal não fica com a companhia. A cada R$ 10 pagos pelo cliente na conta de luz, apenas R$ 2 são destinados à Copel para a manutenção e operação das redes locais. Os R$ 8 restantes são repassados para o sistema elétrico nacional para cobrir a compra da energia, encargos setoriais e impostos governamentais.
O aumento aplicado neste mês é por conta da chamada Revisão Tarifária Periódica, que é um processo realizado a cada cinco anos pela Aneel. Esse mecanismo serve para reavaliar todos os investimentos e parâmetros operacionais das concessionárias, redefinindo o nível base da tarifa. A última revisão desse tipo havia ocorrido em 2021, com alta de 9,8%.
O processo é diferente do reajuste tarifário anual, que ocorre todos os anos (como o registrado em junho de 2025, que subiu a conta em 2,02%) e corrige os valores com base nos índices de inflação do período.
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