Impacto ambiental

Correios começam a receber lixo eletrônico para descarte

Serviço vale para equipamentos de até 30 quilos e está disponível em mais de 6,8 mil agências no país; veja o que pode ser entregue

Os Correios começaram a receber o descarte de lixo eletrônico de graça em todo o Brasil. Veja as regras e itens aceitos.
Serviço permite o descarte gratuito de equipamentos até 30 quilos (Foto: Emerson Ferraz/GPE/SECOM)

A partir desta quarta-feira (14), as agências dos Correios passam a receber lixo eletrônico, para fazer o descarte de maneira totalmente gratuita.

O serviço está disponível por tempo indeterminado em todas as 6.868 unidades brasileiras que contam com o Balcão Cidadão. A iniciativa é uma parceria dos Correios com a empresa Circular Brain e busca dar o destino correto e sustentável aos aparelhos que ficam acumulando poeira na casa dos brasileiros.

Como funciona o descarte dos eletrônicos nos Correios?

O serviço permite o descarte gratuito de equipamentos até 30 quilos. Para se livrar do lixo eletrônico, basta colocar os aparelhos em uma caixa aberta, de no máximo 1 metro cúbico, e levar até a agência mais próxima.

No balcão de atendimento, o funcionário fará a checagem visual dos itens. Para concluir a entrega, o cidadão só precisa informar dados básicos, como nome, CPF, e-mail e telefone. O sistema gera um comprovante rastreado e o fechamento da caixa é feito ali mesmo, na frente do cliente.

Todo o processo é monitorado até que as peças cheguem ao sistema de logística reversa e ganhem a destinação correta na indústria.

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Que tipo de lixo pode e não pode descartar

O foco da nova modalidade são os resíduos de pequeno e médio porte. Confira as regras:

  • O que é aceito: celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos variados, carregadores e outros eletroeletrônicos pequenos.
  • O que não é aceito: pilhas, baterias soltas e lâmpadas de nenhum tipo. Esses materiais possuem componentes tóxicos diferentes e precisam ser levados a pontos de coleta específicos da sua cidade.

Lixo eletrônico é um grande problema no Brasil

A dificuldade em achar locais adequados para o descarte gerou um impacto ambiental gigante no país. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior gerador de resíduos eletrônicos da América do Sul. Segundo dados de 2024 da Organização das Nações Unidas (ONU), o país produz 2,4 milhões de toneladas de lixo desse tipo todos os anos, mas apenas 3% é recolhido da forma certa.

Além do risco de contaminação do solo e da água, guardar eletrônicos estragados gera prejuízo. De acordo com o diretor executivo da Circular Brain, Marcus Oliveira, o hábito desperdiça matéria-prima:

“Quando ficam parados em casa, sem utilidade, esses eletrônicos deixam de ser reciclados. Com isso, a indústria perde muitas matérias-primas que poderiam voltar à cadeia produtiva sem a necessidade de explorar novamente o meio ambiente”, explica o diretor.

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