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Entenda a diferença entre Samu, Siate ou UPA e como pedir socorro em um acidente

Entenda a função de cada atendimento no SUS de Curitiba e confira como agir para salvar vidas enquanto aguarda o socorro

Samu, Siate ou UPA? Entenda a diferença entre os serviços de emergência em Curitiba, e saiba qual número ligar.
Primeiro serviço de atendimento ao trauma do Brasil, o SIATE do Paraná completou 36 anos em 2026 (Foto: Ricardo Marajó/SMCS)

Em momentos de desespero e nervosismo, saber qual serviço de saúde acionar pode ser a diferença vital para salvar uma vida. Em Curitiba, a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) divide as urgências e emergências em três frentes principais de socorro, com algumas diferenças. Entre elas temos o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

A diretora do Departamento de Urgência e Emergência de Curitiba, Ester do Nascimento Ribas, reforça a importância da informação prévia para a população: “É fundamental que as pessoas conheçam como esses serviços funcionam, visto que nas situações de urgência e emergência, quando a preocupação e ansiedade tomam conta, tudo fica nebuloso”.

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Samu ou Siate: qual número ligar?

A principal dúvida dos moradores é sobre qual telefone discar na hora do acidente ou do mal-estar súbito. A regra básica de acionamento é:

  • Samu (telefone 192): deve ser acionado exclusivamente para emergências clínicas. É o caso de infartos, suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC), dificuldades severas para respirar, dores abdominais intensas, intoxicações e crises convulsivas.
  • Siate (telefone 193): vinculado ao Corpo de Bombeiros, é o serviço correto para traumas e resgates físicos. Deve ser chamado em casos de acidentes de trânsito, quedas de plano elevado, ferimentos por arma de fogo ou faca, afogamentos, queimaduras e choques elétricos.

Se o cidadão ligar para o número errado na hora da aflição, não precisa entrar em pânico. A própria central de atendimento identifica a natureza da ocorrência e transfere a ligação rapidamente para a equipe correta.

Em casos de dúvidas sobre o estado de saúde, o Samu também pode orientar o paciente por telefone.

“Nossa equipe médica vai fazer as perguntas adequadas e direcionar o melhor serviço para você. Seja enviando uma ambulância ou orientando que busque a unidade de pronto atendimento mais próxima”, explica o enfermeiro do Samu, Vitor Oliveira Cambuy Castilho.

Quando procurar as UPAs?

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são estruturas que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. Elas são a porta de entrada para urgências e emergências de média complexidade.

Geralmente, o paciente chega à UPA por meios próprios e passa por uma triagem clínica rigorosa feita pela equipe de enfermagem. O atendimento médico não acontece por ordem de chegada, mas sim classificado pela prioridade e gravidade do quadro de saúde.

Liguei para a emergência: o que fazer agora?

Ao discar 192 ou 193, a chamada cai diretamente na Central de Regulação. O primeiro profissional da triagem vai solicitar o endereço exato da ocorrência. Em seguida, a ligação é repassada para um médico regulador, que fará perguntas específicas para entender a gravidade do caso e definir qual é o tipo de ambulância ideal para o resgate.

Enquanto o socorro está a caminho, a principal orientação é seguir as instruções do médico pelo telefone e nunca abandonar o paciente ferido ou passando mal.

Para agilizar o trabalho dos socorristas assim que a ambulância estacionar, os familiares devem deixar separado um documento de identificação com foto da vítima. Caso a pessoa possua histórico de doenças, é fundamental ter em mãos receitas de remédios de uso contínuo ou documentos de alta hospitalar recente para auxiliar na decisão médica.

Dependendo do quadro clínico avaliado presencialmente, a equipe da ambulância pode encaminhar o paciente para estabilização em uma UPA ou diretamente para a ala de emergência de um hospital.

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