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FGTS pode distribuir R$ 13 bilhões de lucro aos trabalhadores; veja quem tem direito

O crédito será feito para trabalhadores que tinham contas ativas ou inativas com saldo em 31 de dezembro de 2025

FGTS liberado
O valor recebido por cada pessoa será proporcional ao dinheiro disponível na conta naquela data. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Milhões de trabalhadores que tinham saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) até o fim de 2025 poderão receber uma parcela do lucro obtido pelo fundo. A proposta do governo prevê a distribuição de R$ 13,05 bilhões aos cotistas, valor equivalente a 90% do resultado registrado pelo FGTS no ano passado.

O pagamento ainda depende da aprovação do Conselho Curador do FGTS, que deve analisar a proposta em reunião marcada para o dia 28 de julho. Caso seja aprovado, a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do fundo, terá até o fim de agosto para realizar os depósitos nas contas vinculadas.

O crédito será feito para trabalhadores que tinham contas ativas ou inativas com saldo em 31 de dezembro de 2025. O valor recebido por cada pessoa será proporcional ao dinheiro disponível na conta naquela data.

Quanto cada trabalhador pode receber do FGTS?

Com a distribuição dos lucros, a rentabilidade das contas do FGTS deve chegar a 6,90%. O índice fica acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerrou 2025 em 4,26%.

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Na prática, o valor varia conforme o saldo de cada trabalhador. Caso a remuneração tradicional do fundo, formada pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, fique abaixo da inflação, o Conselho Curador precisa fazer uma compensação. Uma das formas previstas é justamente a divisão dos lucros anuais entre os trabalhadores.

Como funciona o pagamento do lucro do FGTS?

O dinheiro depositado pelo governo será incorporado ao saldo das contas do FGTS. Apesar do crédito, o trabalhador não poderá sacar o valor imediatamente.

O recurso seguirá as mesmas regras do fundo e só poderá ser retirado nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, compra da casa própria, aposentadoria ou em casos de doenças graves.

Em 2024, o governo distribuiu R$ 12,9 bilhões aos trabalhadores, equivalente a 95% do lucro obtido pelo FGTS naquele período. Na ocasião, o pagamento beneficiou cerca de 134 milhões de contas e representou uma rentabilidade de 6,5% sobre os saldos existentes.

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