Greve nacional

Caixa entra em greve nacional e BB em paralisação parcial

Funcionários da Caixa rejeitaram acordo e reivindicam melhorias no ambiente de trabalho; saiba como acessar os serviços bancários durante a greve

Funcionários da Caixa entram em greve nacional nesta quinta-feira (10). Banco do Brasil tem paralisação parcial. Saiba como acessar serviços.
Bancários cobram avanços em pontos que estão sendo negociados desde junho (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Os funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação atinge as agências de todo o país. Já no Banco do Brasil (BB), a paralisação acontece de forma parcial, atingindo apenas as bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo da categoria.

O movimento de greve ocorre logo após a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e as entidades sindicais assinarem, na quarta-feira (9), a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para os bancários em nível nacional. Apesar do acordo geral firmado, os impasses atuais envolvem os Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) específicos de cada instituição financeira pública.

Por que os funcionários da Caixa estão em greve?

Na Caixa, mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta de renovação do acordo específico apresentada pela instituição.

Os bancários cobram avanços em pontos que estão sendo negociados desde junho. As principais reivindicações incluem:

  • Melhorias no Saúde Caixa (plano de assistência médica dos empregados);
  • Aplicação rigorosa da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), voltada à segurança e saúde no ambiente profissional;
  • Fim da cobrança de metas de trabalho consideradas abusivas.

A direção da Caixa informou em nota que mantém o diálogo aberto e retornou à mesa de negociação nesta quinta-feira para tentar um entendimento. A orientação dos sindicatos, no entanto, é manter a paralisação até que uma nova proposta satisfatória seja votada em assembleia.

Qual é a situação no Banco do Brasil?

No Banco do Brasil, a greve não tem caráter nacional. O movimento atinge apenas locais específicos onde a convenção coletiva foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleia.

Entre as principais bases que não aprovaram o acordo e podem registrar paralisações estão:

  • Brasília;
  • Rio de Janeiro;
  • Porto Alegre;
  • Florianópolis;
  • Pernambuco.

O BB declarou que participa das negociações gerais da Fenaban e mantém mesas específicas para discutir as questões próprias dos funcionários, ressaltando que a proposta atual foi aprovada em diversas assembleias pelo país.

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O que prevê o acordo geral dos bancários?

A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assinada pela Fenaban e por 245 entidades sindicais, abrange cerca de 414 mil bancários de 171 bancos e tem vigência até 31 de agosto de 2028.

Os principais pontos aprovados nacionalmente são:

  • Reposição integral da inflação medida pelo INPC;
  • Aumento real de 0,6% nos salários em 2026 e 2027;
  • Reajustes aplicados também sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche;
  • Inclusão de medidas de proteção à saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão fora do expediente;
  • Criação de programa de requalificação para bancários demitidos pelo fechamento de agências físicas.
Como fica o atendimento aos clientes durante a greve?

Para quem precisa pagar contas, sacar dinheiro ou movimentar benefícios sociais, a orientação de ambos os bancos é priorizar os canais digitais e eletrônicos, que seguem funcionando normalmente.

Opções de atendimento na Caixa:

  • Aplicativo Caixa, Internet Banking e Caixa Tem;
  • Atendimento via WhatsApp;
  • Caixas eletrônicos, rede Banco24Horas e casas lotéricas;
  • Correspondentes Caixa Aqui;
  • Telefones: 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-104-0104 (demais localidades).

Opções de atendimento no Banco do Brasil:

  • Aplicativo BB e Internet Banking;
  • Atendimento via WhatsApp e Central de Relacionamento;
  • Correspondentes bancários;
  • Telefones: 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-729-0001 (demais localidades).

Vale lembrar que o pagamento de benefícios não está suspenso. No entanto, serviços específicos que exijam o atendimento presencial de um gerente ou funcionário dentro da agência poderão sofrer atrasos ou ficar indisponíveis dependendo da adesão à greve em cada cidade.

Para encontrar mais serviços e informações úteis, acesse o Massa.com.br