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Paraná registra mais atrasos no aluguel; veja os detalhes

Mesmo com a alta, o Paraná ainda está abaixo da média nacional

Apartamentos em Curitiba
A inadimplência de aluguel no Paraná registrou alta em fevereiro. (Foto: Pedro Ribas/SMCS)

A inadimplência de aluguel voltou a subir no Paraná e acendeu um alerta no começo de 2026. Em fevereiro, a taxa chegou a 2,97%, maior que os 2,49% registrados em janeiro, segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica.

Na comparação com fevereiro do ano passado, quando o índice era de 2,63%, também houve aumento. O movimento segue a tendência do Brasil, onde a inadimplência subiu para 3,35% após quatro meses de queda.

Mesmo com a alta, o Paraná ainda está abaixo da média nacional, o que indica uma situação um pouco mais controlada. Ainda assim, especialistas apontam que o início do ano costuma pesar no bolso, com inflação e juros afetando diretamente a capacidade das famílias de pagar o aluguel em dia.

Inadimplência de aluguel cresce no Paraná

Os números variam bastante conforme o valor do imóvel. Nos aluguéis mais caros, acima de R$ 13 mil, a inadimplência disparou: foi de 4,77% em janeiro para 8,58% em fevereiro. Já entre os mais baratos, de até R$ 1.000, também houve aumento, passando de 5,76% para 7,08%.

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Por outro lado, os imóveis com valores intermediários tiveram os menores índices. Aluguéis entre R$ 2 mil e R$ 3 mil ficaram em 2,78%, e entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, em 2,89%.

Nos imóveis comerciais, o cenário é parecido. Os mais baratos (até R$ 1.000) têm a maior taxa de inadimplência, com 7,98%. Já a menor foi registrada nos imóveis entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, com 4,09%.

Aluguel pesa no bolso e atrasos aumentam

Quando se olha o tipo de imóvel, os apartamentos voltaram a ter aumento após três meses de queda, chegando a 2,33%. As casas também subiram, de 3,74% para 3,85%. Já os imóveis comerciais passaram de 4,46% para 4,75%.

No Brasil, o Nordeste lidera a inadimplência, com 4,67%, seguido pelo Norte (4,61%). O Centro-Oeste aparece com 3,71% e o Sudeste com 3,28%. O Sul, mesmo com aumento, continua com a menor taxa do país, em 2,87%.

Ou seja, embora o Paraná ainda esteja em uma situação melhor que a média nacional, o aumento recente mostra que é preciso atenção nos próximos meses — tanto para quem paga quanto para quem recebe aluguel.

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