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Curitiba deve acabar com integração dos ônibus apenas nos terminais
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Nova concessão prevê que passageiros possam trocar de ônibus em qualquer ponto sem pagar nova tarifa, dentro de período determinado
A integração temporal da Urbs poderá mudar a forma como os passageiros fazem conexões entre os ônibus de Curitiba. Com a nova concessão do transporte coletivo, a proposta é permitir que o usuário troque de linha em diferentes pontos da cidade e continue a viagem sem pagar uma segunda tarifa, desde que a mudança ocorra dentro do período estabelecido.
A medida pode facilitar principalmente os trajetos que hoje exigem que o passageiro vá até um terminal ou estação-tubo para conseguir fazer a conexão gratuitamente.
A mudança está entre as novidades previstas no edital da nova concessão, publicado nesta quarta-feira (19), após autorização da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).
Pelo modelo atual, a possibilidade de trocar de linha sem pagar outra passagem está ligada, em muitos casos, aos pontos de integração do sistema. Isso faz com que o passageiro precise adaptar o caminho para passar por determinados terminais ou estações.
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A nova proposta da integração temporal amplia essa possibilidade. Quem estiver utilizando o cartão-transporte da Urbs poderá descer de um coletivo e embarcar em outro em um ponto diferente, sem cobrança de uma nova tarifa, desde que a integração seja realizada dentro do intervalo de tempo definido.
A expectativa da Urbs é que a mudança deixe os deslocamentos mais simples e reduza a quantidade de conexões necessárias. A estimativa apresentada pelo órgão é de uma queda de 4,7 pontos percentuais nos transbordos.
A integração temporal será incorporada ao Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), estrutura que passará a organizar o transporte coletivo a partir da nova concessão e dará continuidade à Rede Integrada de Transporte (RIT).
A renovação dos ônibus será outra frente de mudança. O planejamento prevê a inclusão de 250 veículos elétricos entre 2027 e 2031, com 90 unidades previstas para entrar em circulação logo no começo do novo contrato.
Os veículos serão distribuídos em quatro categorias: 141 biarticulados, 98 articulados, sete Padrón e quatro ônibus elétricos comuns.
O sistema também deverá receber 151 novos ônibus a diesel. Os veículos terão tecnologia Euro 6, voltada à redução da emissão de poluentes.
A climatização da frota será ampliada de forma gradual. Os ônibus a diesel comprados durante a vigência do contrato deverão ter ar-condicionado, com a meta de chegar a 50% da frota climatizada em 2031. A previsão é que todos os veículos tenham climatização em até 12 anos.
A distribuição das linhas também poderá mudar. O projeto prevê quatro novos trajetos para conectar diferentes áreas da capital:
A proposta inclui ainda a retomada da Circular Centro, que deverá utilizar ônibus elétricos comuns.
Para os próximos anos, o projeto prevê também a possibilidade de implantação do VLT Expresso Metropolitano. A intenção é criar uma ligação entre o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e o Centro Cívico, em Curitiba. A previsão apresentada no edital aponta para o início da operação em 2031.
A futura operação será organizada em cinco lotes, que serão disputados pelas empresas interessadas na concessão.
Os dois primeiros serão direcionados às linhas estruturais. O BRT1 terá 20 linhas e atenderá principalmente a região Sul. Já o BRT2 reunirá 17 linhas, com maior concentração nas regiões Norte e Oeste.
Os demais lotes terão atuação regional e serão responsáveis por linhas que fazem a ligação dos bairros com outras partes da cidade.
A divisão prevê 100 linhas no lote Norte, 92 no Sul e 84 no Oeste. A concessão terá duração de 15 anos e prevê aproximadamente R$ 3,9 bilhões em investimentos ao longo do período.
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