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Eleições 2026
Falha nos TREs levou órgão a comparar dados de 2024 com os das eleições de 2026; a informação correta é de que 343 seções eleitorais mudaram de local
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que a informação de que 4.352 seções eleitorais teriam mudado de local entre o primeiro e o segundo turno da eleição deste ano estava errada.
De acordo com o órgão, houve uma falha dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ao alimentar o sistema da Justiça, o que levou os dados a serem comparados com os da eleição de 2024.
“Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado. Esse dado de 4,3 mil seções alteradas é de 2024 para 2026”, afirmou o desembargador Carlos Roberto Silva, presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel).
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A Justiça Eleitoral atualizou o número de seções eleitorais que tiveram alterações entre o primeiro e o segundo turno para 343. Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções que teriam mudado de local, quantidade que caiu novamente na atualização desta quarta.
Novas mudanças podem acontecer até a votação, neste domingo (25). Portanto, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira o local antes de sair para votar.
A conferência deve ser feita através de canais oficiais da Justiça Eleitoral, seja no botão “onde votar” do aplicativo e-Título, ou nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos TREs.
Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação que não são confiáveis. O eleitor não deve consultar o local de votação em links que não sejam os oficiais da Justiça Eleitoral.
As mudanças nos locais de votação são definidas pelos juízes de cada cartório eleitoral. Esse juiz informa ao TRE a necessidade de mudança, seja por problemas climáticos ou de estrutura dos prédios. Em seguida, o TRE repassa o dado ao TSE pelo sistema ELO, usado para sistematizar os dados estatísticos da Justiça Eleitoral.
De acordo com o presidente do TRE de Santa Catarina, Carlos Roberto Silva, essas mudanças fazem parte da rotina da Justiça Eleitoral e ocorrem todos os anos.
“Os juízes eleitorais divulgam, por todos os meios de comunicação, quando isso acontece e colocam avisos nos locais antigos, onde houve a mudança. Há sempre uma faixa avisando o novo local. Não há prejuízo aos eleitores, não há nenhuma situação de insegurança, é rotina”, afirmou.
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