nova concessão

Curitiba pode ganhar novas linhas de ônibus e mudanças no transporte

Além da integração sem os terminais, a nova concessão pode trazer mais mudanças no sistema de transporte público

Curitiba pode ganhar novas linhas de ônibus
Curitiba pode ganhar novas linhas de ônibus e mudanças na forma como os passageiros se deslocam pela cidade com a nova concessão do transporte coletivo. (Foto: Imagem ilustrativa/ Levy Ferreira/SECOM)

Curitiba pode ganhar novas linhas de ônibus e mudanças na forma como os passageiros se deslocam pela cidade com a nova concessão do transporte coletivo. O edital prevê a criação de quatro linhas conectoras, o retorno da Circular Centro e alterações na integração entre os coletivos.

A proposta também inclui a chegada de 250 ônibus elétricos até 2031, além de um projeto-piloto de transporte por demanda, que poderá permitir que passageiros solicitem viagens por aplicativo.

A nova concessão foi estruturada pela Prefeitura de Curitiba em parceria com o BNDES, a Urbs e o Ippuc. O edital foi publicado após autorização da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

Quais novas linhas de ônibus Curitiba pode ganhar?

O projeto prevê quatro novas linhas conectoras, criadas para facilitar o deslocamento entre diferentes regiões da capital.

São elas:

  • Terminal Tatuquara – Terminal Carmo
  • Terminal Pinheirinho – Terminal Centenário
  • Terminal Portão – Terminal Capão da Imbuia
  • Terminal Santa Felicidade – Terminal Bairro Alto

Além das novas linhas, a concessão prevê o retorno da Circular Centro, que deverá ser operada por ônibus elétricos comuns.

A estrutura também considera, para o futuro, a implantação do VLT Expresso Metropolitano, com uma ligação entre o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e o Centro Cívico de Curitiba a partir de 2031.

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Outra mudança prevista poderá facilitar as conexões entre as linhas. A nova concessão prevê a chamada integração temporal irrestrita, permitindo que passageiros que utilizam o cartão-transporte da Urbs troquem de ônibus em qualquer ponto de embarque, dentro de um período determinado, sem pagar uma nova passagem.

A frota também deverá passar por mudanças nos próximos anos. A nova concessão estabelece a incorporação de 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031. Desse total, 90 veículos deverão entrar em operação já no início do novo contrato, e todos os ônibus elétricos terão ar-condicionado.

A nova concessão ainda abre espaço para uma modalidade de transporte por demanda. A ideia é realizar um projeto-piloto de 12 meses, utilizando nove micro-ônibus ou midi-ônibus. Nesse modelo, os passageiros poderiam solicitar viagens por aplicativo, enquanto os trajetos seriam ajustados de acordo com a demanda.

Como será a nova concessão de Curitiba?

O edital divide o transporte coletivo da capital em cinco lotes, que serão disputados pelas empresas interessadas. Dois lotes serão responsáveis principalmente pelas linhas estruturais, como expressos, Linha Direta e Ligeirões. O BRT1 terá 20 linhas, com atendimento predominante na região Sul, enquanto o BRT2 terá 17 linhas, principalmente nas regiões Norte e Oeste.

Os outros três lotes serão regionais, com linhas alimentadoras, convencionais e atendimento mais próximo dos bairros. Ao todo, o contrato terá duração de 15 anos, com investimentos estimados em R$ 3,9 bilhões. O lote Norte terá 100 linhas; o Sul, 92; e o Oeste, 84.

As propostas das empresas interessadas deverão ser entregues em 17 de novembro, entre 10h e 12h, na sede da B3, em São Paulo. O leilão está previsto para 26 de novembro, às 10h, também na B3.

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