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Cães só poderão circular em ruas, praças e parques usando coleira e guia compatíveis com o tamanho do animal
A Câmara Municipal de Curitiba aprovou, em primeiro turno, um projeto de lei que muda as regras para passeio com cachorro em Curitiba. A proposta recebeu 33 votos favoráveis e atualiza normas que estão em vigor há mais de 20 anos na capital.
Com a nova regulamentação, todos os cães, independentemente de raça ou porte, só poderão circular em ruas, praças e parques usando coleira e guia compatíveis com o tamanho do animal. A exceção vale apenas para locais cercados destinados à interação controlada. O texto também proíbe o uso de coleiras consideradas aversivas, como as que têm mecanismos cortantes, perfurantes ou que provoquem descarga elétrica, por serem caracterizadas como maus-tratos.
O projeto estabelece regras específicas conforme o porte. Cães com mais de 20 quilos deverão ser conduzidos com guia curta e resistente, de até dois metros, além de equipamento complementar de contenção pelo pescoço, não sendo permitido apenas o uso de peitoral. Já os cães classificados como de alto potencial de danos terão que usar focinheira, guia curta e contenção complementar. Nesses casos, a condução só poderá ser feita por maiores de 18 anos.
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Entram na categoria de alto potencial de danos raças como American Pit Bull Terrier, Rottweiler, Pastor Alemão, Dobermann, Fila Brasileiro, Bull Terrier, Cane Corso, Chow-chow, Dogo Argentino, Dogue Alemão, Dogue Brasileiro, Mastim, Pastor Belga, Staffordshire Bull Terrier, American Staffordshire Terrier, American Bully e variações, além de derivados.
Outra mudança prevista é a obrigatoriedade de cadastro em sistema oficial de identificação, municipal ou nacional, com microchip, para os cães enquadrados como de alto potencial de danos. A norma prevê prazo para regularização após a entrada em vigor da lei. Cães-guia, cães de assistência e animais das forças de segurança pública ficam dispensados do uso de focinheira quando estiverem identificados e em atividade.
O projeto também define penalidades para quem descumprir as regras: advertência, multa de R$ 3 mil por animal — com valor dobrado em caso de reincidência — e apreensão em situações de risco iminente à segurança pública. O valor arrecadado será destinado ao Fundo Municipal do Meio Ambiente.
A proposta revoga a lei municipal 9.493/1999, que atualmente regula o tema e exige focinheira apenas para cães considerados perigosos em situações específicas. O novo texto amplia as regras e adota critérios relacionados ao porte, ao potencial de risco e à responsabilidade do condutor.
Para começar a valer, o projeto ainda precisa ser aprovado em segundo turno, previsto para esta quarta-feira (11). Se confirmado, seguirá para sanção do prefeito Eduardo Pimentel.
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