VIRALIZOU

Pastel de pinhão em Curitiba vira atração para turistas e lota feiras

Criado pela empreendedora Catarina Halas, o produto atraiu turistas de diferentes regiões do Brasil

Pastel de pinhão em Curitiba
Pastel assado em formato de pinhão conquista filas em Curitiba. (Foto: Massa.com.br)

Um pastel assado em formato de pinhão transformou uma barraca de feira em um dos pontos gastronômicos mais procurados da temporada de inverno em Curitiba. Criado pela empreendedora Catarina Halas, o produto viralizou nas redes sociais, atraiu turistas de diferentes regiões do Brasil e passou a movimentar filas nas feiras da capital paranaense.

O pastel de pinhão foi desenvolvido pela própria Catarina em parceria com o marido e o filho, Luan. A proposta surgiu da vontade de criar uma nova forma de consumir um dos ingredientes mais tradicionais do Paraná. A empreendedora, que sempre gostou de cozinhar, acreditava que o pinhão poderia render muito mais do que as receitas tradicionais.

“A ideia surgiu porque eu pensei que dava para fazer muita coisa com o pinhão. De comida, de mistura. Aí comecei a pensar e decidi fazer um recheio para o pastel”, conta. O primeiro sabor criado foi o de pinhão com carne e queijo. Na sequência, a família passou a desenvolver novas combinações para atender diferentes públicos.

Hoje, os clientes encontram três versões: pinhão com carne e queijo, pinhão com tomate e cebola e pinhão com linguiça Blumenau e requeijão cremoso. O sabor mais recente acabou se tornando também o campeão de vendas.

“O campeão de vendas nesses dois anos é o de pinhão com linguiça Blumenau e requeijão cremoso”, afirma Catarina. Além do recheio, outro detalhe chama atenção de quem visita a barraca: o formato do pastel. Em vez do tradicional modelo meia-lua, ele reproduz visualmente um pinhão.

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A criação exigiu um trabalho extra da família. Segundo Catarina, ninguém sabia como produzir a forma adequada e foi necessário recorrer a uma serralheria para fabricar um molde de alumínio baseado no formato real da semente. “Foi uma saga para conseguir o formato. Levamos um modelo de pinhão para uma serralheria e o rapaz conseguiu fazer a forma para nós”, relembra.

Mesmo com o molde, a produção continua sendo totalmente artesanal. “É tudo manual. Fazemos um por um. É muito trabalhoso, mas vale a pena”, diz.

Produção começa dias antes das feiras

O trabalho para colocar o pastel nas mãos dos clientes começa muito antes das feiras. Primeiro, o pinhão passa cerca de duas horas cozinhando. Depois, cada unidade é descascada manualmente antes de seguir para a preparação dos recheios. A montagem dos pastéis também é feita individualmente.

Segundo Catarina, seis pessoas trabalham atualmente na cozinha para dar conta da demanda. “As etapas do pinhão para descascar e a produção dos pastéis são muito trabalhosas”, explica.

A preocupação com a qualidade também faz parte do processo. A massa e os recheios são preparados ao longo da semana e nada é congelado. Para atender ao volume de vendas, os pastéis chegam prontos às feiras e são apenas aquecidos antes de serem servidos aos clientes.

Cada unidade acompanha ainda um molho, que pode ser escolhido entre as opções disponíveis no local.

De vendas no condomínio para sucesso nas feiras

Antes de viver exclusivamente dos pastéis, Catarina trabalhava como diarista. Paralelamente, produzia pães, massas e alimentos sob encomenda. O negócio começou dentro do condomínio onde morava. Os pastéis passaram a ser vendidos para os vizinhos e rapidamente conquistaram uma clientela fiel. Depois vieram as encomendas para festas e aniversários.

Com a procura crescente, surgiu a decisão de levar o produto para as feiras de Curitiba. Hoje, a Catharina Pastéis Assados participa da Feira do Largo da Ordem aos domingos, da feira do Passeio Público aos sábados e da Feira das Nações, no bairro Mercês, às terças-feiras.

Turistas do Brasil e do exterior procuram o pastel

A repercussão nas redes sociais ampliou o alcance do negócio e transformou o pastel em uma atração turística da temporada de pinhão. Segundo Catarina, visitantes de diferentes estados brasileiros e até de outros países procuram a barraca depois de assistir aos vídeos publicados na internet.

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“Vem muita gente de fora. Do Brasil todo e do mundo também.” Ela cita turistas vindos de países como Japão, Estados Unidos, Inglaterra, Itália e Alemanha, além de visitantes de diversas regiões do Brasil.

“Tem muita gente que fala que viu os vídeos e veio conhecer. Alguns chegam até com tradutor […] Já falaram que viajaram 500 quilômetros só para comer o pastel”, relata.

Produto só é vendido durante a temporada de pinhão

Por depender da comercialização do pinhão, que possui período específico de colheita, os pastéis são vendidos apenas em determinadas épocas do ano. A família não pretende expandir o negócio para outras cidades neste momento. O objetivo é consolidar o produto como uma experiência típica de Curitiba durante o inverno.

“A nossa intenção é fazer esse produto ficar tradicional aqui em Curitiba. O pinhão é a cara da nossa região, da terra das araucárias.”

A expectativa é que o pastel continue atraindo turistas e moradores durante os próximos anos, reforçando a ligação entre a gastronomia local e um dos símbolos mais conhecidos do Paraná. Enquanto isso, a orientação para quem deseja experimentar é simples: chegar cedo. Afinal, em muitas feiras, os pastéis acabam antes mesmo do horário previsto de encerramento.

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