BORA COZINHAR?
Confira 6 receitas fáceis para um almoço de Páscoa completo
ARMAZÉM SOLIDÁRIO
A iniciativa atende famílias inscritas no CadÚnico, oferecendo alimentos como peixes, carnes e hortifrúti com preços de 30% a 50% mais baixos em relação ao mercado
Na Sexta-Feira Santa, o peixe deixa de ser apenas um alimento e passa a representar fé, tradição e memória afetiva para muitas famílias. O hábito tem origem no século XI, quando a Igreja Católica instituiu a abstinência de carne vermelha como forma de penitência.
No Brasil, país majoritariamente cristão, a prática de comer peixe na Sexta-feira Santa ultrapassou o caráter religioso e se consolidou como parte da cultura.
Mesmo em regiões onde o consumo não é comum no dia a dia, os pescados se tornam protagonistas neste período. No entanto, o alto custo ainda é um obstáculo para muitas famílias. Dados de mercado mostram preços elevados: o bacalhau pode ultrapassar R$ 156 o quilo, o salmão passa de R$ 95, a tilápia já supera R$ 45 e até a sardinha, tradicionalmente mais acessível, registrou aumento de 92%, segundo a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo.
Para famílias de baixa renda, os valores são inviáveis. Nesse contexto, garantir o acesso ao pescado também significa assegurar dignidade e respeito às tradições culturais e religiosas. É nesse cenário que o programa Armazém Solidário, da Prefeitura de São Paulo, ganha relevância.
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A iniciativa atende famílias inscritas no CadÚnico, oferecendo alimentos como peixes, carnes e hortifrúti com preços de 30% a 50% mais baixos em relação ao mercado. A política pública permite que pessoas com renda de até um salário mínimo tenham acesso a uma alimentação de qualidade, respeitando hábitos culturais e evitando a escolha entre itens básicos e outras despesas essenciais.
Durante a Semana Santa, o programa registrou aumento significativo na procura. Foram mais de 12 toneladas de pescados vendidas apenas na semana, somando 20 toneladas desde o início do ano. Ao todo, mais de 1,28 milhão de pessoas já foram atendidas, com 18,5 milhões de itens comercializados nas sete unidades em funcionamento — número que deve crescer com a abertura de novas unidades.
Segundo o secretário executivo Vitor Arruda, a iniciativa vai além dos números. Para ele, o programa representa uma transformação concreta na vida de quem mais precisa, especialmente para quem já enfrentou dificuldades para acessar alimentos básicos.
Assim, a cada filé de peixe vendido com desconto, mais famílias conseguem celebrar a Páscoa de forma digna, mantendo viva uma tradição importante e garantindo o essencial: comida na mesa.
Para encontrar mais serviços e informações úteis, acesse o Massa.com.br.
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