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Após alerta no Paraná, outra praia terá monitoramento inédito da faixa de areia

A pesquisa é realizada em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR)

O avanço do mar no Sul do Brasil colocou praias do Paraná e de Santa Catarina no centro de um grande projeto de monitoramento costeiro.
O avanço do mar no Sul do Brasil colocou praias do Paraná e de Santa Catarina no centro de um grande projeto de monitoramento costeiro. (Foto: Arquivo SGB)

O avanço do mar no Sul do Brasil colocou praias do Paraná e de Santa Catarina no centro de um grande projeto de monitoramento costeiro. Em Itapoá, uma tecnologia de ponta que funciona como um verdadeiro “raio-x” da faixa de areia será usada para acompanhar a erosão e tentar reduzir impactos causados por ressacas e eventos extremos.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a prefeitura catarinense e a Universidade Federal do Paraná.

O monitoramento será feito com sensores LiDAR, sistema que utiliza laser para mapear a praia com alta precisão e identificar mudanças no relevo da faixa de areia ao longo do tempo. Além dos voos de aerolevantamento, o projeto prevê coleta de sedimentos e análises laboratoriais para entender o comportamento da costa em diferentes épocas do ano.

Estudo começou após alerta no litoral do Paraná

Os diálogos para implantação do projeto em Santa Catarina começaram após o SGB iniciar, em 2025, um estudo sobre erosão costeira em Guaratuba, no litoral paranaense.

A pesquisa, realizada em parceria com a UFPR, monitora as praias Central e Brejatuba para identificar áreas mais vulneráveis à perda de areia durante ressacas, além de pontos de acúmulo de sedimentos.

Pesquisadores apontam que a erosão no Paraná é resultado da combinação entre fenômenos naturais e a ocupação urbana próxima da faixa dinâmica da praia.

O Laboratório de Estudos Costeiros da UFPR (Lecost) participa do trabalho junto com pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação. A expectativa é que os dados ajudem órgãos públicos a planejar futuras intervenções no litoral.

Praia pode impulsionar valorização milionária

Enquanto monitora o avanço do mar, Santa Catarina também aposta no alargamento da faixa de areia como estratégia urbana e econômica.

Em Itapema, a obra de engordamento da Meia Praia deve começar em julho, após o fim da pesca da tainha. O projeto prevê ampliar a faixa de areia de 15 para 60 metros em um trecho de quase cinco quilômetros da orla.

Com investimento estimado em R$ 60 milhões, a expectativa do mercado imobiliário é de valorização de até 30% nos imóveis da região.

Atualmente, Itapema aparece entre os metros quadrados mais valorizados do país, atrás apenas de Balneário Camboriú, segundo o índice FipeZap.

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