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Após mais de 211 mil candidatos zerarem o texto na última edição, professores apontam como evitar falhas na argumentação e no uso de repertório
O primeiro dia de avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 acontece neste domingo (8), com a redação geralmente sendo o grande divisor de águas na disputa por uma vaga no ensino superior.
Para fugir das notas baixas e garantir uma boa pontuação no texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas, professores de redação de Curitiba listam os erros mais comuns cometidos pelos candidatos e mostram como ajustar a produção a poucos dias da prova.
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Uma frase de filósofo, que poderia ser usada em qualquer tema exemplifica o tipo de repertório criticado na cartilha. O problema não está em citar autores, mas em apresentar referências sem explicar como elas contribuem para a compreensão do tema.
Uma frase-tema delimita o assunto e o recorte que o candidato deve desenvolver, enquanto os textos motivadores oferecem elementos para compreender a proposta. Na redação de 2025, sobre as perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira, abordar apenas um aspecto isolado poderia levar ao tangenciamento do tema.
“Um dos erros mais frequentes é fugir do recorte temático. Muitas vezes, o aluno compreende o assunto geral, mas não desenvolve exatamente a discussão solicitada. Minha orientação é identificar as palavras-chave da frase-tema, incorporá-las à introdução e desenvolvê-las nos parágrafos argumentativos. Na proposta de intervenção, vale organizar os cinco elementos: agente, ação, meio, efeito e detalhamento”, orienta Candice Almeida, professora de Redação do Colégio Positivo, em Curitiba.
Formulações como ‘o governo poderia criar campanhas’ podem deixar a proposta de intervenção vaga ou pouco definida. Para ser clara, a intervenção deve apresentar o agente responsável, a ação, o meio de execução, a finalidade e o detalhamento.
Expressões como ‘ademais’ e ‘outrossim’ não garantem uma boa avaliação. A Competência IV considera a articulação entre as ideias, e o uso repetitivo ou inadequado de conectivos pode comprometer a progressão do texto. O importante é estabelecer relações claras entre os argumentos, utilizando os recursos linguísticos coerentemente.
Quem deixa a redação para as últimas horas corre o risco de gastar tempo demais passando o texto a limpo ou de não terminar. A cópia de trechos dos textos motivadores também não ajuda: as linhas copiadas são desconsideradas na avaliação.
Para quem deseja aproveitar os últimos dias antes do teste, especialistas orientam focar na leitura da Cartilha do Participante do Inep, disponível gratuitamente online. O material traz exemplos de redações nota mil comentadas passo a passo pelas bancas oficiais.
Outro ponto importante é o controle do tempo. No domingo, o candidato terá 5h30 para responder 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas, além de formular o rascunho e passar a redação a limpo. Fazer um planejamento prévio, lendo o tema no início da prova, levantando argumentos e alternando com as questões objetivas, ajuda a evitar o cansaço mental extremo.
1º Dia (8 de novembro de 2026):
Disciplinas: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e Redação;
Abertura dos portões: 12h;
Fechamento dos portões: 13h;
Início da prova: 13h30;
Término da prova: 19h (duração de 5h30).
2º Dia (15 de novembro de 2026):
Disciplinas: Ciências da Natureza e Matemática;
Abertura dos portões: 12h;
Fechamento dos portões: 13h;
Início da prova: 13h30;
Término da prova: 18h30 (duração de 5h).
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