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A proposta é integrar políticas públicas entre os municípios
Um novo planejamento estratégico começa a redesenhar o futuro das cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) para a próxima década. Elaborado pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de Curitiba (PDUI-RMC) reúne diretrizes que orientam o crescimento da capital e dos 28 municípios vizinhos.
Construído com a participação de mais de 220 técnicos, o documento traz uma visão ampla sobre temas como mobilidade, meio ambiente, desenvolvimento econômico e social, habitação e uso do solo. A proposta é integrar políticas públicas entre os municípios, reduzir desigualdades regionais e melhorar o uso dos recursos disponíveis.
Entre os pontos que mais chamam atenção está a possibilidade de mudanças na composição atual da região metropolitana. O plano apresenta quatro cenários, incluindo a manutenção do modelo atual ou a saída de até 11 municípios da configuração oficial.
As cidades que podem deixar a RMC são Doutor Ulysses, Adrianópolis, Cerro Azul, Tunas do Paraná, Lapa, Rio Negro, Campo do Tenente, Piên, Quitandinha, Agudos do Sul e Tijucas do Sul — com variações conforme cada cenário proposto.
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De acordo com a proposta, a eventual reconfiguração busca dar mais autonomia administrativa a esses municípios, sem impedir o acesso a recursos estaduais. As cidades que eventualmente deixarem a região metropolitana poderão continuar participando de iniciativas conjuntas, como consórcios de saúde, associações de desenvolvimento regional e fóruns de integração econômica.
O plano também inclui uma série de projetos estruturantes. Na área de mobilidade, está prevista a criação de um segundo anel viário metropolitano e a ampliação de rodovias estratégicas. Já no campo ambiental, o destaque é a revisão das áreas de mananciais e a implantação de um programa voltado à segurança hídrica.
As propostas para habitação envolvem medidas como o incentivo ao aluguel social e a criação de um banco público de terras. No desenvolvimento econômico, o foco está na descentralização das atividades e no fortalecimento do ecossistema de inovação na região.
Após a conclusão técnica, o PDUI-RMC segue agora para análise na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), onde será avaliado pelos deputados estaduais antes de uma possível implementação.
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