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Segurança hídrica
Reservatório Miringuava entra em operação, aumenta a reservação de água do sistema integrado e reforça o abastecimento da população da Grande Curitiba.
O Reservatório Miringuava iniciou um novo ciclo no abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana com o começo da primeira etapa de enchimento da barragem.
A água já represada passou a ser utilizada na Estação de Tratamento de Água (ETA) Miringuava, reforçando o fornecimento à população.
A estrutura integra o Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) e amplia em 25% a capacidade total de reservação de água do sistema.
Com a entrada em operação do Reservatório Miringuava, a ETA Miringuava dobra sua capacidade de tratamento, passando de 1.000 para 2.000 litros por segundo.
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O reforço beneficia diretamente cerca de 650 mil pessoas e fortalece o abastecimento de aproximadamente 3,5 milhões de habitantes da Região Metropolitana de Curitiba.
A água armazenada no reservatório contribui para o abastecimento de bairros e cidades estratégicas da região.
São atendidos moradores dos bairros Caximba, CIC, Ganchinho, Tatuquara, Umbará e Sítio Cercado, e também das cidades de Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais.
Localizado em São José dos Pinhais, o Reservatório Miringuava se destaca pelas grandes proporções São 24 metros de altura, equivalente a um prédio de oito andares, e mais de 300 metros de extensão.
De acordo com a Sanepar, a produção é de 38,2 bilhões de litros de capacidade, o que seria suficiente para encher mais de 15.200 piscinas olímpicas. A área alagada é de 4,3 milhões de m², comparável a 602 campos de futebol.
O vertedor da barragem tem capacidade para extravasar 178 mil litros de água por segundo, garantindo segurança em situações de cheia.
O Reservatório Miringuava é abastecido pelo Rio Miringuava e seus afluentes. O enchimento ocorre de forma gradual, conforme o volume de chuvas.
A primeira etapa corresponde ao fechamento da comporta principal, que permite o preenchimento do nível mais profundo da barragem. Todas as fases passam por monitoramento contínuo, testes operacionais e controle rigoroso do nível do rio.
Mesmo antes de estar completamente cheio, a água já pode ser utilizada no sistema de abastecimento.
Com um regime de chuvas dentro do esperado, o prazo mínimo estimado para o reservatório atingir a capacidade total é de nove meses.
Desde a fase de projeto, foram realizados estudos e diagnósticos socioambientais, além da criação de programas para mitigar impactos e apoiar o desenvolvimento da comunidade local.
Para compensar a área utilizada pela barragem, foi implantado um corredor de biodiversidade de 7 milhões de m², área 62,6% maior do que a destinada à reservação de água.
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