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Ações especiais
Capital paranaense anunciou a criação de um comitê especial para monitorar e planejar ações; em 2024, El Niño causou a pior inundação da história do Rio Grande do Sul
A cidade de Curitiba já iniciou a preparação diante da previsão do pior El Niño dos últimos 140 anos. Conforme meteorologistas, o fenômeno pode causar aumento nas chuvas na região Sul do país e, consequentemente, coloca cidades em risco de alagamentos.
Diante dos alerta dos órgãos de monitoramento, a Prefeitura de Curitiba anunciou no início de junho a criação de um comitê gestor especial para coordenar as ações de prevenção e resposta aos possíveis impactos do fenômeno El Niño na capital. O grupo terá como responsabilidade realizar o monitoramento, planejamento e adaptação de ações integradas entre os órgãos municipais para evitar e mitigar tragédias ambientais.
“A cidade se prepara há muitos anos para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, com trabalho integrado, mecanismos de prevenção e investimentos que priorizam o meio ambiente, a segurança e a qualidade de vida da população. Com as previsões de um El Niño acentuado, vamos intensificar esse trabalho e ampliar a capacidade de resposta para tornar Curitiba ainda mais resiliente”, disse o prefeito Eduardo Pimentel.
Além do comitê, a Prefeitura de Curitiba mantém ações contínuas de cuidado com o meio ambiente e preservação de áreas verdes. Pelo programa Meio Milhão de Árvores, de janeiro de 2025 a maio de 2026, foram plantadas 221 mil novas árvores pela Prefeitura e por moradores que retiraram mudas nas distribuições gratuitas feitas pela administração municipal.
“Todos nós já estamos nos preparando, e desde sempre, é claro, com a limpeza dos nossos rios, das nossas galerias fluviais, todo o trabalho de prevenção a grandes chuvas, a grandes ventos. Isso acontece em todos os nossos municípios. Mas agora, com essa perspectiva do maior El Niño dos últimos 140 anos, nós estamos fazendo esse trabalho integrado”, completou Pimentel.
O El Niño é um fenômeno provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do mundo. No Sul do Brasil, costuma provocar chuvas mais intensas e aumentar o risco de enchentes e deslizamentos. Em 2024, o Rio Grande do Sul foi castigado com intensas chuvas, que causaram alagamentos históricos.
Para 2026, especialistas apontam a possibilidade de formação de um Super El Niño, com potencial para intensificar esses impactos. Projeções da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) indicam alta probabilidade de que ele se desenvolva ao longo deste ano e se mantenha até 2027.
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