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No mundo, a previsão do estudo é de 857,4 mil mortes adicionais devido ao El Niño
O avanço das altas temperaturas provocadas pelo El Niño acendeu um sinal de alerta vermelho no Brasil, pois segundo uma projeção do Climate Impact Lab, vinculado à Universidade de Chicago, o país pode registrar cerca de 26,7 mil mortes ligadas aos efeitos severos do fenômeno climático.
Do total estimado, o cenário mais crítico é imediato, pois 19,5 mil mortes podem ocorrer nos próximos seis meses. O relatório coloca o Brasil na sexta posição entre os países com maior risco de óbitos causados pelo calor extremo no planeta.
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O levantamento utilizou sistemas de rastreamento climático para calcular o impacto do que os cientistas classificam como um “Super El Niño”. O objetivo do estudo é fornecer dados para que os governantes possam agir com antecedência.
“Ser capaz de antecipar os efeitos mortais do calor extremo é um grande passo adiante. Significa que podemos identificar onde as pessoas enfrentam os maiores riscos e dar aos tomadores de decisão a chance de agir antes que vidas sejam perdidas.”, alertou Michael Greenstone, cofundador do Laboratório de Impacto Climático.
Em escala global, os pesquisadores estimam 857,4 mil mortes provocadas pelas mudanças bruscas de temperatura durante o período do El Niño.
A Índia aparece no topo do levantamento global, com estimativa de 160 mil mortes decorrentes do clima extremo. Em seguida surgem China e Nigéria, sendo que o país africano deve concentrar a maior taxa de mortalidade no curto prazo, com 56,1 mil mortes projetadas para os próximos seis meses.
Confira a lista das dez nações mais vulneráveis para o El Niño, segundo a pesquisa:
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