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El Niño deve provocar mais chuva, temporais e risco de enchentes no Paraná

Além do aumento das chuvas, o Simepar prevê um inverno menos rigoroso do que o registrado em 2025

Chuvas e tempestades no Paraná
O Paraná deve enfrentar um segundo semestre com mais chuva, temporais e temperaturas mais elevadas devido ao avanço do fenômeno El Niño. (Foto: IDR-PR)

O Paraná deve enfrentar um segundo semestre com mais chuva, temporais e temperaturas mais elevadas devido ao avanço do fenômeno El Niño. A previsão é do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Segundo os meteorologistas, o El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Esse fenômeno altera a circulação atmosférica e favorece o transporte de calor e umidade da Amazônia para a região Sul do Brasil, aumentando a ocorrência de chuvas.

A expectativa é que todas as regiões do Paraná registrem volumes de chuva acima da média histórica nos próximos meses. Os maiores impactos devem ocorrer na metade sul do Estado, área que tradicionalmente sofre mais influência do fenômeno.

“O El Niño favorece o aumento do transporte de umidade e calor para o Sul do País. Historicamente, ele está associado a mais chuva na nossa região”, explica o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.

El Niño no Paraná: mais chuva e menos frio

Além do aumento das chuvas, o Simepar prevê um inverno menos rigoroso do que o registrado em 2025. A tendência é de temperaturas mais amenas e menor frequência de ondas de frio intenso.

Por outro lado, as chuvas devem ocorrer de forma irregular e persistente, criando condições favoráveis para tempestades, enxurradas, alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis.

De acordo com os modelos climáticos utilizados pelos especialistas, o El Niño deve começar a se desenvolver durante o inverno e ganhar intensidade gradativamente, podendo atingir níveis fortes a muito fortes entre a primavera e o verão.

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Estado e cidades começam a se preparar

A Defesa Civil do Paraná já iniciou ações preventivas junto aos municípios. Entre as medidas estão a atualização dos planos de contingência, o mapeamento de áreas sujeitas a enchentes e deslizamentos, além da orientação para limpeza de galerias pluviais e canais de drenagem.

Em Curitiba, o Prefeito Eduardo Pimentel também informou, nesta semana, sobre a criação de um comitê especial para preparar a cidade para os efeitos. Além disso, cidades do Litoral já estão se preparando também. A expectativa é que todas as cidades se previnam, de forma específica, para a chegada do fenômeno.

De acordo com a Agência de Notícias do Estado, o Simepar também investe na aquisição de novos radares meteorológicos e equipamentos de alerta, que devem reforçar a previsão e o acompanhamento de tempestades em todo o Paraná.

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