FENÔMENO CLIMÁTICO

El Niño avança e pode mudar o clima no Brasil; veja os impactos previstos

O fenômeno já está estabelecido no Oceano Pacífico e tem previsão de atingir sua máxima intensidade entre setembro e o início da primavera no Hemisfério Sul

El Niño
As projeções da agência da ONU indicam que a temperatura das águas do Pacífico Equatorial poderá ficar mais de 2°C acima da média (Foto: Roberto Dziura Jr/AEN)

O El Niño voltou a ganhar força e deve provocar mudanças significativas no clima nos próximos meses. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o fenômeno já está estabelecido no Oceano Pacífico e tem previsão de atingir sua máxima intensidade entre setembro e o início da primavera no Hemisfério Sul.

As projeções da agência da ONU indicam que a temperatura das águas do Pacífico Equatorial poderá ficar mais de 2°C acima da média, configuração que caracteriza um episódio de forte intensidade. Esse aquecimento costuma alterar a circulação atmosférica e impactar o comportamento do clima em diferentes partes do mundo.

Entre os principais efeitos esperados estão o aumento das ondas de calor, mudanças no volume de chuvas, períodos de estiagem em algumas regiões e temporais mais frequentes em outras. Além disso, a previsão é de temperaturas acima da média em grande parte dos continentes ao longo dos próximos meses.

El Niño no Brasil; veja como deve ser

Os reflexos do fenômeno também devem ser sentidos no Brasil. A tendência é de que a Região Sul e áreas do Sudeste registrem chuvas acima da média, aumentando o risco de temporais e alagamentos. Já parte do Norte e do Nordeste poderá enfrentar um cenário oposto, com redução das precipitações e períodos mais prolongados de seca.

O meteorologista Márcio Bueno, da Tempo OK, explicou ao SBT News que o El Niño faz parte de um ciclo natural do clima, mas ressaltou que as projeções para este episódio chamam atenção pela intensidade prevista.

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Segundo ele, embora o Pacífico tenha papel fundamental nesse processo, o comportamento do clima também sofre influência de outros fatores, como as condições do Oceano Atlântico. O especialista acrescenta que as mudanças climáticas associadas à ação humana podem contribuir para tornar esses eventos mais intensos.

Quais os riscos para a população?

Além das alterações no tempo, a previsão indica que o fortalecimento do El Niño pode trazer impactos diretos para a saúde e para o dia a dia da população. As temperaturas elevadas aumentam o risco de desidratação, insolação e complicações cardiovasculares, enquanto a fumaça provocada por queimadas tende a agravar doenças respiratórias e alergias.

Por outro lado, o excesso de chuva pode favorecer enchentes, deslizamentos e problemas relacionados à umidade, como a proliferação de fungos e outras doenças.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que a população acompanhe os avisos meteorológicos e que estados e municípios reforcem ações preventivas para minimizar os impactos causados tanto pelas chuvas intensas quanto pelos períodos de seca.

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