Desastre climático

Maringá decreta situação de emergência após tornado que atingiu a cidade

Decreto permite acelerar as ações de atendimento à população, além de facilitar a aquisição e alocação dos equipamentos

tornado maringá
Foto: Reprodução

O município de Maringá, no Norte do Paraná, decretou situação de emergência após a passagem de um tornado que provocou destruição em diferentes partes da cidade, na madrugada da última segunda-feira (2). O decreto foi assinado pelo prefeito Silvio Barros na quarta-feira (4), e será publicado nesta quinta-feira (5).

O anúncio foi feito pelo prefeito através das suas redes sociais. Em um vídeo publicado no Instagram, ele afirma que a medida permite acelerar as ações de atendimento à população, além de facilitar a aquisição e alocação dos equipamentos necessários para conter os danos provocados.

“Esse decreto vai permitir que nós possamos atender com maior velocidade as pessoas que precisam e fazer a aquisição e alocação dos equipamentos necessários para a gente prestar o serviço que a cidade precisa nesse momento”, afirmou Barros.

A assinatura do decreto acontece em meio aos trabalhos de recuperação do município após o desastre. As ações mobilizam equipes municipais, estaduais e voluntários desde a passagem do tornado por Maringá, na segunda-feira (2).

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O tornado que atingiu Maringá, na madrugada de segunda-feira (2), foi classificado como categoria F2 na escala Fujita, com ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h. O fenômeno meteorológico percorreu uma área de aproximadamente 15 km, com início na região sudoeste de Maringá.

O tornado ocorreu por volta das 3h, quando uma forte linha de instabilidade avançou sobre a cidade. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), uma supercélula, tipo de tempestade organizada e de grande intensidade, também passou pela região, favorecendo a formação do tornado.

Durante as vistorias, os meteorologistas encontraram telhas lançadas a mais de 1,3 quilômetro e folhas de zinco arremessadas a mais de 300 metros de distância. Estruturas retorcidas, árvores danificadas e copas arrancadas também ajudaram a identificar a intensidade dos ventos.

A força dos ventos provocou destruição em diferentes partes da cidade, com danos em residências, estabelecimentos comerciais e estruturas públicas. Em balanço divulgadonesta quarta-feira (4), Maringá ainda contabilizava cerca de 35 mil domicílios sem luz e 862 registros de queda de árvores.

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