Força avassaladora

Tornado no RS pode ter alcançado ventos de até 300 km/h

Fenômeno que atingiu cidades como Giruá e Senador Salgado Filho é preliminarmente classificado como F3; análise da destruição ainda pode reclassificá-lo

Avaliação da MetSul indica que tornado no Noroeste do RS pode ter alcançado 300 km/h (categoria F3). Fenômeno devastou Giruá e Senador Salgado Filho.
Os impactos mais graves foram concentrados em Senador Salgado Filho, Giruá, Santo Cristo e Cândido Godói (Foto: Luis Frey/Divulgação)

A dimensão da destruição provocada pelo tornado que atingiu o Rio Grande do Sul no fim da tarde de terça-feira (28) ganhou novos detalhes. De acordo com uma avaliação preliminar divulgada pela MetSul Meteorologia, o fenômeno pode ter registrado ventos de até 300 km/h, enquadrando-se preliminarmente na categoria F3 da Escala Fujita, usada mundialmente para mensurar a força de tornados com base nos estragos.

Apesar dos indícios, a Defesa Civil do Estado ressalta que a classificação oficial ainda depende de uma perícia técnica ao longo de toda a rota de impacto. Caso os especialistas identifiquem danos ainda mais severos em estruturas de alvenaria, a intensidade poderá ser reclassificada para EF4, categoria superior na escala.

Caminho de destruição e municípios afetados

Imagens de satélite e registros em solo mostram um corredor estreito e contínuo de devastação, marca registrada da passagem de tornados gerados por supercélulas de tempestade. Os impactos mais graves foram concentrados em quatro municípios da região, entre eles Senador Salgado Filho, Giruá, Santo Cristo e Cândido Godói.

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Casas de alvenaria foram reduzidas a escombros, galpões, silos, armazéns e empresas locais ficaram destruídos. Telhados e veículos foram arremessados a dezenas de metros. Além disso, moradores atingidos sofreram cortes, contusões e fraturas devido ao colapso de estruturas e ao impacto de escombros lançados pelo vento.

A queda de árvores de grande porte e postes interrompeu o fornecimento de energia e bloqueou rodovias rurais, exigindo uma força-tarefa dos bombeiros para a liberação das vias.

A combinação de calor, alta umidade, o avanço de uma frente fria e o forte cisalhamento do vento na atmosfera criaram o ambiente perfeito para a formação de uma supercélula altamente destrutiva, explicou a MetSul Meteorologia.

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