Tempo e Clima

Microexplosão causa tempestade e ventos fortes na Grande Curitiba

O fenômeno causa rajadas de vento fortes e destrutivas, normalmente associadas com a chuva

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Foto: Fernanda Deslandes/Simepar

Uma microexplosão, também chamado de downburst por meteorologistas, atingiu Campina Grande do Sul na tarde desta terça-feira (17).

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o calor intenso da última semana veio acompanhado com tempestades severas.

Microexplosão atinge cidade do Paraná

A cidade da Grande Curitiba registrou um volume de chuva de 59,6 mm entre as 17h e as 21h, sendo 46 mm dessa quantidade em apenas meia hora. A chuva veio acompanhada de uma forte rajada de vento, que atingiu um conjunto comercial que fica atrás de um posto de combustíveis às margens do km 48 da BR-116.

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O Simepar analisou imagens de satélite, radares e sensores de raios para estudar a tempestade. Na manhã de quarta-feira (18), o coordenador de operações Marco Jusevicius e o gerente de Infraestrutura e Hidrologia, José Eduardo Gonçalves, sobrevoaram a região do posto com um drone.

Microexplosão causa rajadas de vento fortes

O equipamento mapeou uma área de 180 hectares ao redor da área atingida, em oito metros por segundo de velocidade, durante 40 minutos. De acordo com o Simepar, não há, até o momento, nenhum indício de tornado e sim uma microexplosão.

“O fenômeno conhecido como microexplosão causa rajadas de vento fortes e destrutivas, normalmente associadas com o colapso da chuva que está dentro da nuvem na direção do solo. Ela precipita praticamente todo o volume de água que possui de só uma vez, e junto com isso ela arrasta o ar, criando rajadas de vento muito fortes em superfície”, explica Marco.

A microexplosão causa danos em áreas muito pequenas, inferiores a 4 km de comprimento, como foi o caso de Campina Grande do Sul.

“Os eventos que nós verificamos, basicamente desde o início da primavera até o momento no Paraná, mostraram uma diversidade muito grande de tempestades severas, onde nós tivemos tornados, com evidências e dados meteorológicos corroborando essas evidências, mas também outros tipos de tempestade severa, como as microexplosões, que também ocasionam rajadas fortes e causam danos”, lembra Marco.

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