TEMPESTADE

Microexplosão provoca fortes ventos durante tempestade no Paraná

Fenômeno foi identificado pelo Simepar após análise de imagens e registros dos estragos provocados pelas fortes rajadas de vento

Com base no material analisado até o momento, o observado é compatível com a ocorrência de um Downburst
A tempestade apresentou fortes rajadas de vento descendo da nuvem que interagiram com o ambiente de forma localizada. (Reprodução/Redes sociais)

As tempestades que atingiram cidades do Paraná na noite de segunda-feira (21) foram analisadas por meteorologistas do Simepar a partir de imagens de radar e satélite, além de fotos, vídeos e outros registros feitos nos locais atingidos.

Em Francisco Beltrão, no Sudoeste, os dados analisados não indicam a ocorrência de tornado. Já em Apucarana, no Norte, os estragos são compatíveis com a atuação de um downburst.

O downburst é um fenômeno provocado por fortes rajadas de vento que descem da nuvem e, ao chegar à superfície, se espalham lateralmente. Dependendo da intensidade e da duração, pode causar danos de grande proporção.

As ocorrências observadas na cidade são compatíveis com o fenômeno microburst, também chamado de microexplosão. Segundo a análise, fortes rajadas de vento desceram da nuvem e interagiram de forma localizada com o ambiente.

Ventos de 124,9 km/h em Apucarana

Em Apucarana, a análise do Simepar identificou um padrão diferente. Os meteorologistas avaliaram imagens de radar e satélite, além de inúmeros registros locais da tempestade.

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Os danos observados foram provocados por rajadas de vento muito fortes e em uma única direção. A estação meteorológica do Simepar registrou uma rajada de 124,9 km/h às 19h15 de segunda-feira (21).

A distribuição dos estragos também ocorreu na mesma direção. Com base no material analisado até o momento, o cenário é compatível com a ocorrência de uma microexplosão no Paraná.

Fenômeno pode ser tão destrutivo quanto tornado

O termo downburst faz parte dos estudos de Theodore Fujita, cientista que também criou a escala utilizada mundialmente para classificar tornados. O fenômeno pode atingir áreas de diferentes tamanhos.

Quando os danos ficam concentrados em uma área inferior a 4 quilômetros de comprimento, é classificado como microburst. Foi esse tipo de ocorrência registrado em Campina Grande do Sul. Em áreas superiores a 4 quilômetros de comprimento, o fenômeno é classificado como macroburst.

Apesar de produzir danos diferentes dos provocados por um tornado, o downburst também pode ser altamente destrutivo.

A principal diferença está no comportamento dos ventos. No downburst, as correntes de ar se espalham lateralmente pela superfície, em um movimento divergente. Já nos tornados, os ventos provocam danos em um movimento convergente.

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