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Primavera pode favorecer ondas de calor e tempestades severas no Brasil

Aumento das temperaturas e encontro do ar quente com frentes frias criam condições para eventos mais intensos durante a estação, diz Inmet

Primavera 2026
A primavera de 2026 começa às 21h05 desta terça-feira (22) com condições que podem favorecer ondas de calor e tempestades severas no Brasil. (Foto: Pexels e Paulo Pinto/Agência Brasil)

A primavera de 2026 começa às 21h05 desta terça-feira (22) com condições que podem favorecer ondas de calor e tempestades severas no Brasil. A estação segue até 21 de dezembro, às 18h50.

As informações são do Prognóstico Climático de Primavera, elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o documento, a primavera marca a transição entre as estações seca e chuvosa, especialmente na região central do país.

Por que aumenta o risco de ondas de calor e tempestades?

Com o fim do inverno, as temperaturas sobem progressivamente. De acordo com Inmet e Inpe, esse aquecimento pode favorecer três situações: intensificação das ondas de calor e do desconforto térmico, aumento da evapotranspiração e formação rápida de tempestades severas.

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No caso das tempestades, o documento explica que elas podem ser estimuladas pelo contraste entre o ar quente e a passagem de frentes frias.

Isso não significa, porém, que ondas de calor ou tempestades severas ocorrerão durante toda a primavera. O documento descreve condições características da estação e tendências para os próximos meses; episódios específicos dependem das condições meteorológicas de curto prazo.

El Niño muito forte deve marcar a primavera

Outro fator importante para os próximos meses será o El Niño. As projeções divulgadas pela NOAA/CPC apontam 98% de probabilidade de condições de El Niño muito forte no trimestre formado por outubro, novembro e dezembro de 2026, considerando o índice utilizado no prognóstico.

Onde deve chover mais na primavera?

No Sul, a tendência é de chuva acima da média nos três estados. Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem concentrar os maiores volumes, com acumulados que podem ficar até 200 milímetros acima da média histórica entre outubro e dezembro. O Paraná também.

No Sudeste, há possibilidade de excesso de chuva em São Paulo, Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais, com desvios de até 100 milímetros. Em sentido contrário, grande parte do Espírito Santo pode registrar menos chuva que o normal.

O Centro-Oeste também terá contrastes. A tendência é de déficit de chuva no centro-norte de Mato Grosso e norte de Goiás, enquanto Mato Grosso do Sul e o sul goiano apresentam condições favoráveis para volumes acima da média.

Calor acima da média deve atingir grande parte do Brasil

Na Região Norte, são previstos valores até 2°C acima da média climatológica em algumas áreas. No Nordeste, alguns estados também podem registrar temperaturas próximas ou superiores a 2°C acima da média.

No Centro-Oeste, o calor acima da média também predomina, com desvios de até 2°C no norte de Mato Grosso. No Sudeste, a previsão aponta temperaturas acima da média em toda a região, chegando a cerca de 1°C acima do normal em determinadas áreas.

No Sul, grande parte da região também deve apresentar temperaturas acima da média, especialmente no leste do Paraná. Já no Rio Grande do Sul, os valores tendem a ficar mais próximos do padrão histórico.

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