Alerta no Paraná

Super El Niño se intensifica e já tem data para atingir o pico máximo

Fenômeno deve alcançar intensidade máxima entre a primavera e o verão; Simepar alerta para chuvas bem acima da média no estado

Super El Niño de 2026 ganha força e deve atingir o pico no Paraná entre a primavera e o verão. Veja as regiões em alerta.
O Simepar adverte que o fenômeno não provoca chuva ininterrupta, mas potencializa tempestades pontuais, vendavais e granizo (Foto: Daniel Castellano/SMCS)

O Super El Niño segue em rápido fortalecimento no Oceano Pacífico e já acende o sinal de alerta no Paraná. Modelos meteorológicos internacionais e o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indicam mais de 90% de probabilidade de o evento atingir a classificação de intensidade “muito forte”, com impacto direto no clima do estado até o início de 2027.

O período de ápice do fenômeno está previsto para a virada entre a primavera e o verão, com o pico de instabilidade concentrado entre os meses de outubro, novembro e dezembro.

Quais regiões do Paraná serão mais afetadas?

Historicamente, o El Niño amplia a passagem de frentes frias e concentra grandes volumes de precipitação sobre a Região Sul do Brasil. No território paranaense, as áreas com maior probabilidade de chuvas volumosas, alagamentos e tempestades severas são:

  • Oeste
  • Sudoeste
  • Centro-Sul

O Simepar adverte que o fenômeno não provoca chuva ininterrupta todos os dias, mas altera a atmosfera de forma a potencializar tempestades pontuais, vendavais, granizo e episódios de enxurrada quando as frentes frias avançarem pelo estado.

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Inverno já deu prévia do excesso de água

Os efeitos do aquecimento das águas do Pacífico já foram sentidos antes mesmo da primavera. Durante os meses de junho e julho, mais de 40 estações meteorológicas do Simepar registraram acumulados de chuva muito superiores à média histórica. Cidades como Palmas, Foz do Iguaçu, Cianorte e Ubiratã chegaram a quebrar recordes pluviométricos para o período.

Preocupação para o campo

Se por um lado o retorno das chuvas afasta o risco de estiagem severa, por outro o excesso de umidade no solo preocupa os produtores rurais. O solo constantemente encharcado atrapalha as etapas de plantio e colheita, favorece a proliferação de doenças fúngicas nas lavouras e acelera processos de erosão.

A recomendação dos meteorologistas é que a população e o setor agrícola acompanhem diariamente as atualizações de curto prazo para monitorar a aproximação de tempestades.

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