Desastre natural
Alerta climático
Com chance de atingir a categoria máxima, o fenômeno começa a mudar o clima no país nesta segunda quinzena de julho; veja os impactos em cada região
O clima no Brasil está prestes a sofrer uma mudança histórica. A partir desta segunda quinzena de julho de 2026, os efeitos do Super El Niño passam a ser sentidos de forma mais direta e evidente na rotina dos brasileiros. Embora o fenômeno tenha sido confirmado originalmente em junho, é agora que o fenômeno climático começa a acelerar, trazendo projeções alarmantes: especialistas indicam que este evento tem potencial para se tornar o mais forte registrado nos últimos 150 anos.
De acordo com o Centro de Previsão Climática da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), os modelos estatísticos apontam uma probabilidade de 81% de o fenômeno alcançar a categoria “muito forte”, o nível máximo da escala de monitoramento científico.
Ainda que os primeiros reflexos comecem a desenhar um novo cenário nas próximas semanas, o verdadeiro ápice do Super El Niño já tem período marcado. Os dados da NOAA apontam que o pico de intensidade ocorrerá entre os meses de outubro e dezembro, período em que o aquecimento do oceano atingirá o seu limite, desregulando as chuvas e as temperaturas globais de forma severa.
O El Niño tradicional é um evento atmosférico periódico (ocorre a cada 3 ou 5 anos) caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e pelo enfraquecimento dos ventos alísios.
No entanto, para receber o prefixo de “Super”, o evento precisa romper uma barreira térmica específica.
Um El Niño comum é promovido à categoria de “Super” quando a temperatura da superfície do mar no Pacífico ultrapassa a marca de 2°C acima da média histórica. Esse aquecimento extremo funciona como um combustível de alta potência, gerando anomalias térmicas e pluviométricas muito mais destrutivas.
Os desdobramentos no território nacional serão polarizados, dividindo o mapa do Brasil entre o excesso hídrico e a estiagem severa:
Os impactos de eventos anteriores ajudam a dimensionar o perigo. O Super El Niño de 1997-1998 (com águas a +2,3°C) devastou economias globais. Mais recentemente, o El Niño de 2023-2024, mesmo sendo ligeiramente menor (+2,1°C), foi o responsável pelas chuvas e enchentes históricas que paralisaram o estado do Rio Grande do Sul.
Diante do cenário projetado para o final do ano, institutos de meteorologia e órgãos de Defesa Civil recomendam que governos e cidadãos entrem em estado de atenção máxima, antecipando planos de contingência para áreas vulneráveis a deslizamentos, inundações ou secas prolongadas.
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