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De acordo com o estudo, os efeitos do El Niño deverão alcançar o pior cenário possível: a morte
O chamado ‘Super’ El Niño pode matar 451 mil pessoas devido ao calor extremo. Isso é o que afirma um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago (Climate Impact Lab).
O estudo, divulgado nesta quarta-feira (23), afirma que os efeitos do que poderá ser o El Niño mais forte da história devem afetar a vida das pessoas, não só plantações ou aspectos do tipo.
“Agora podemos prever o impacto no pior cenário possível: a morte. Podemos
estimar que 451 mil pessoas podem morrer nos próximos meses devido ao El Niño. Esse número é tão grande que pode ser assustador, mas inclui pais e filhos, avós e vizinhos, pessoas que vão trabalhar, cuidam de suas famílias e vivem suas vidas”, afirma Michael Greenstone, cofundador do Laboratório de Impacto Climático e professor titular da Cátedra Milton Friedman de Economia na Universidade de Chicago.
Conforme o estudo, as 451 mil mortes devem acontecer no mundo todo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027. O estudo também aponta que o ‘Super’ El Niño deve afetar os países de formas diferentes.
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Países no Sul do Globo devem ser os mais afetados, aponta o estudo. A projeção é que haja 66 mil mortes no Sahel, na África, com quase metade dessas vidas perdidas na Nigéria (31 mil). Outros países mais afetados seriam o Sudão, com 17,5 mil mortes, o Níger, 10 mil, e o Chade, 8 mil.
No continente Asiático, a previsão é de 19, 4 mil mortes nas Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja, e 19, 3 mil mortes na Indonésia.
Um aspecto que assusta é o Brasil citado no estudo. De acordo com o Laboratório de Impacto Climático, o Brasil deve ser o país mais afetado pelo ‘Super El Niño’, com cerca de 13 mil mortes pelo calor.
De acordo com o laboratório, o objetio do estudo é alertar os representantes para que tomem medidas de proteção nos países.
“Aumentar a capacidade de resposta a emergências e direcionar melhor nossos esforços pode salvar muitas vidas este ano. Mas daqui a 20 anos, quando as temperaturas extremas de hoje se tornarem a nova normalidade, não queremos estar em constante estado de emergência”, afirma Tamma Carleton, coautora do relatório, Chefe de Pesquisa do Laboratório de Impacto Climático e Professora Assistente da Universidade da Califórnia, Berkeley.
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