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Eventos climáticos
Copel precisou trocar mais postes pela força de vendavais e tornados do que em acidentes de trânsito durante o ano de 2026
A sequência de tempestades severas e fenômenos climáticos extremos que castigam o Paraná causou um rastro de destruição na infraestrutura elétrica. Entre o início de setembro e os primeiros dias de novembro, a Copel substituiu 4.048 postes que foram derrubados ou arrancados pela força dos temporais em diferentes cidades paranaenses.
O impacto do clima superou com folga as colisões nas ruas, pois em pouco mais de dois meses, os temporais no Paraná derrubaram um volume 40% maior de postes do que todos os acidentes de trânsito registrados no estado ao longo de 2026. Para reconstruir as redes e recompor as estruturas danificadas, a companhia já investiu aproximadamente R$ 11 milhões em operações emergenciais.
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O comparativo entre as causas de danos à rede elétrica revela a intensidade das chuvas recentes. No mesmo intervalo de dois meses, de 1º de setembro a 5 de novembro, as colisões de veículos derrubaram 504 postes no estado, enquanto os vendavais destruíram 4.048, uma diferença 703% maior provocada pelas forças da natureza.
Além da troca do poste em si, as equipes enfrentam a perda de equipamentos de alto custo, como transformadores, religadores automáticos e cabos de transmissão rompidos.
A substituição de cada poste danificado exige de três a seis horas de trabalho ininterrupto. O tempo de execução varia conforme a complexidade da rede, o peso das peças e as dificuldades de acesso ao terreno e às estradas rurais, fatores que influenciam na agilidade para restabelecer o fornecimento de luz às residências.
O avanço de fenômenos extremos e temporais no Paraná tem relação direta com a influência do El Niño no clima da América do Sul. Um dos episódios mais graves aconteceu no feriado de Finados, quando a cidade de Maringá, no Norte do estado, foi atingida por um tornado de categoria EF2 na Escala Fujita, com ventos que chegaram a 253 km/h.
Apenas no município de Maringá, a tempestade quebrou 372 postes e rompeu dezenas de quilômetros de cabeamento, deixando 89 mil unidades consumidoras no escuro no momento mais crítico do temporal, o equivalente a cerca de 40% de toda a cidade.
Segundo dados do Simepar, o Paraná já contabiliza 13 tornados entre as categorias EF1 e EF2 de janeiro a novembro deste ano, distribuídos entre as regiões Oeste, Centro, Norte e Sul.
O levantamento das autoridades meteorológicas aponta uma mudança de patamar no clima paranaense. Entre 2020 e 2022, o estado registrava uma média de 12 grandes temporais por ano. Já no período de 2023 a 2025, a média anual subiu para 20 tempestades severas com rajadas violentas de vento, queda de granizo e precipitações volumosas.
Enquanto os temporais no Paraná se multiplicam, a quebra de postes causada por motoristas apresentou uma redução de 7,2% no comparativo anual: foram 2.891 estruturas atingidas por veículos de janeiro a novembro de 2026, contra 3.116 no mesmo período do ano passado.
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