Turismo Internacional
Visto americano para turismo segue normal para o Brasil
tempestade
Moradores passam dias presos em casa por alto volume de neve.
Uma nevasca nos EUA, que começou no meio-dia de domingo (25) e se estendeu até o fim da tarde desta segunda-feira (26), deixou moradores do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos (EUA), em alerta máximo.
Entre os “ilhados” pela nevasca dos EUA está a curitibana Mari Bakalarczyk, moradora de Billerica, que relatou ao portal a mistura de preparação rigorosa e o receio constante que acompanha o inverno rigoroso no Hemisfério Norte.
“Dá para sentir no ar quando ela vem”, conta Mari. O ritual de sobrevivência começou muito antes dos primeiros flocos de neve tocarem o solo.
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Na sexta-feira (23), dois dias antes do início da nevasca dos EUA, ela foi ao mercado e encontrou um cenário de guerra, com prateleiras vazias pelas ‘compras de pânico’: “As pessoas ficam ansiosas e compram o que não precisam. Já faltava muita coisa.”
Confira o vídeo da casa durante a tempestade:
Mesmo depois de 26 anos vivendo no hemisfério norte, as lembranças do frio de Curitiba ainda servem como parâmetro.
Mari recorda que, no Brasil, o inverno era uma luta dentro de casa. “Lembro que eu costumava dormir com a roupa que iria trabalhar no outro dia devido ao frio. Dentro de casa tinha que usar jaqueta, luva e touca”, relata.
Nos EUA, o aquecimento central elimina a necessidade das camadas de roupa para dormir, mas cria uma dependência perigosa da infraestrutura.
“O maior medo é que acabe a energia. Se a luz cai, ficamos no frio e os canos podem trincar e romper dentro de casa”, explica.
Além do risco de congelamento, há um perigo mortal que exige cuidado constante durante a nevasca dos EUA. Mari explica que manter a saída de ar do sistema de aquecimento livre de obstruções é uma questão de vida ou morte.
“A maior preocupação é manter o exaustor desbloqueado. Se a neve acumular e bloquear a saída, o carbono volta para dentro de casa. Muita gente já perdeu a vida devido a esse erro”, alerta a curitibana.
A tempestade atual completou seu ciclo de mais de 24 horas de duração. Começou ao meio-dia de domingo e a previsão de cessar é apenas para o fim da tarde desta segunda-feira (26).
Com escolas canceladas e o tráfego restrito às equipes de limpeza da prefeitura, Mari e sua família aguardam o momento de iniciar a “escavação” para liberar a frente de casa.
“A prefeitura é organizada, as ruas ficam acessíveis rápido, mas o receio é sempre que seja pior”, confessa. Segundo ela, em 26 anos na região, nunca enfrentou uma nevasca que durasse mais de dois dias, mas a incerteza climática mantém o alerta ligado. “Se durar quatro dias, não tem preparação suficiente que possamos fazer.”
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