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Entre a vida e a morte
Turistas ficaram encurralados pela maré e precisaram ser içados um a um em operação de mais de 3 horas
Uma família de sete pessoas viveu momentos de terror ao ficar presa em um penhasco rochoso na Austrália. O grupo, composto por quatro adultos e três crianças, foi surpreendido pela subida rápida da maré durante uma trilha na costa de Eurobodalla, ao sul de Sydney.
Imagens impressionantes compartilhadas pelas equipes de emergência mostram o desespero das vítimas. Elas estavam penduradas nas rochas enquanto ondas gigantes batiam logo abaixo, ameaçando arrastá-las para o oceano.
Peter Collins, comandante do Serviço de Emergência de New South Wales, descreveu a cena como extremamente grave.
A equipe de resgate chegou a acionar um helicóptero, mas percebeu que o vento gerado pelas hélices (rotorwash) poderia derrubar os turistas no mar. A família estava literalmente agarrada à parede de pedra para não cair.
“Eles estavam com os dedos brancos de tanto apertar as rochas, segurando-se para sobreviver”, relatou Collins. Diante do perigo, a estratégia foi alterada para um resgate vertical, utilizando cordas e rapel.
A operação durou mais de três horas e exigiu precisão absoluta. Os socorristas tiveram que descer cerca de 40 metros para alcançar cada membro da família e puxá-los para o topo, um por um.
A primeira a ser retirada foi a criança mais nova, que já apresentava sinais iniciais de hipotermia devido ao frio e aos respingos da água do mar. O cansaço era visível em todos os sobreviventes ao chegarem no topo.
Autoridades australianas destacaram que a tragédia por pouco não aconteceu. Segundo os oficiais, se as ondas estivessem apenas 30 centímetros mais altas, a família inteira teria sido varrida para o mar revolto.
Apesar do susto e da exaustão extrema, todos foram resgatados sem ferimentos graves.
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