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Filhote de elefante-marinho do Paraná faz ‘tour’ por Uruguai e Argentina
RARIDADE
O mamífero recebeu os primeiros atendimentos ainda na faixa de areia
Um animal marinho raro chamou a atenção de moradores e pesquisadores no Paraná nesta quarta-feira (24). Trata-se de um cachalote na Ilha do Mel, no Litoral, encontrado com vida na região Oeste da praia, após ser avistado por populares que acionaram equipes especializadas.
O mamífero, pertencente ao grupo dos cetáceos — que inclui baleias e golfinhos — recebeu os primeiros atendimentos ainda na faixa de areia. Profissionais do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR), responsáveis pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no estado, se deslocaram até o local para estabilizar o animal e preparar o transporte.
Após o resgate, o cetáceo foi encaminhado ao Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde da Fauna Marinha (CReD/UFPR), no Centro de Estudos do Mar, em Pontal do Paraná. A avaliação clínica identificou que se trata de uma fêmea juvenil da espécie Kogia sp., conhecida como cachalote, com cerca de 2,10 metros de comprimento.
Durante os exames, a equipe constatou escoriações pelo corpo e marcas compatíveis com mordidas de tubarão-charuto (Isistius brasiliensis). O cachalote encontrado na Ilha do Mel permanece em processo de estabilização, sob monitoramento contínuo dos especialistas.
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De acordo com o médico veterinário do projeto, Felipe Fukumori, o estado de saúde exige atenção constante. “Estamos realizando todos os procedimentos necessários para estabilizar o animal, com suporte intensivo e monitoramento contínuo. As próximas horas são fundamentais para avaliar a resposta aos tratamentos iniciais”, afirma.
Espécies do gênero Kogia costumam viver em águas oceânicas, longe da costa, o que torna registros como esse pouco frequentes no Brasil. Segundo a gerente operacional do PMP-BS/LEC-UFPR, Liana Rosa, ocorrências desse tipo contribuem diretamente para o avanço do conhecimento científico. “Por ser um animal de hábitos oceânicos e discreto, muitos dos registros que temos nacionalmente estão relacionados às situações de encalhe. Cada ocorrência representa uma oportunidade importante de coleta de dados e compreensão sobre a biologia e as ameaças enfrentadas pelas espécies marinhas, incluindo espécies migratórias e de distribuição ainda pouco conhecida da espécie”, explica.
O animal segue sob cuidados especializados da equipe do LEC, por meio do projeto PMP-BS, nas instalações do CReD/UFPR, onde continua sendo acompanhado.
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