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Teca chegou em Curitiba
Vinda de Salvador, a primata Teca passará por um período de adaptação ao frio antes de conhecer seu novo parceiro e integrar projeto contra a extinção
O Zoológico Municipal de Curitiba ganhou uma nova integrante na luta contra a extinção de espécies, uma fêmea de mico-leão-de-cara-dourada, batizada de Teca, que desembarcou na capital paranaense vinda diretamente de Salvador (BA). Ela foi selecionada para formar um par reprodutivo com Chico, um macho da mesma espécie que vive na cidade, ajudando a garantir a variabilidade genética desses animais.
Atualmente, o mico-leao-dourado e suas espécies irmãs, como o mico-leão-de-cara-dourada, são focos de um esforço nacional de preservação. A espécie de Teca está classificada como “em perigo” pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
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Nascida em 2024 no Parque Zoobotânico da Bahia, Teca enfrentará um desafio inicial bem conhecido de quem chega à capital: o clima. Acostumada com o calor nordestino, a jovem primata está abrigada temporariamente no setor técnico do Passeio Público, onde conta com o reforço de aquecedores elétricos para enfrentar as baixas temperaturas antes de ir para o recinto definitivo.
Para que a viagem não fosse estressante, a macaquinha pegou uma carona aérea gratuita por meio do programa Avião Solidário, da Latam, em uma operação conjunta com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB). O transporte de avião economizou um dia inteiro de viagem em relação ao trajeto terrestre, garantindo o bem-estar e a segurança do animal.
“Agora ela vai passar por um período de adaptação e depois vamos fazer o pareamento com o Chico, macho da mesma espécie que nasceu no nosso Zoológico em 2019. A recomendação para a Teca vir para Curitiba tem justamente esse objetivo de reprodução e fortalecimento da diversidade genética”, explicou Edson Evaristo, diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna da cidade.
A chegada de Teca reforça o papel do município na preservação ambiental. Hoje, o Zoológico de Curitiba participa ativamente de 19 programas oficiais de conservação de fauna em risco de extinção no Brasil.
Além do mico-leão-de-cara-dourada, o local abriga e desenvolve ações de reprodução assistida para outros mamíferos e aves ameaçadas, como o muriqui-do-sul, a onça-pintada, o lobo-guará, a ararajuba e a harpia.
O zoológico da capital cuida atualmente de mais de 1,8 mil animais em uma área de 589 mil metros quadrados no Alto Boqueirão. Vale destacar que mais de 70% dos moradores do zoológico foram resgatados de situações de maus-tratos, tráfico ilegal ou cativeiro irregular e encontraram no espaço um refúgio seguro, já que não possuem mais condições de retornar à vida selvagem.
Endereço: Rua João Micheletto, 1.500 – Alto Boqueirão
Horário de visitação: De terça a domingo, das 10h às 16h (fechado às segundas para manutenção)
Entrada: Gratuita
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