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PSICÃOLOGIA
A proposta é reduzir as barreiras que impedem a adoção
A Prefeitura de Florianópolis iniciou um projeto inusitado na Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) que busca aumentar as chances de adoção de cães com histórico de comportamento difícil. Ao todo, 50 animais que aguardam por uma família foram encaminhados para uma escola de adestramento e comportamento, onde passarão por um processo de ressocialização conduzido por especialistas.
A iniciativa, segundo o município, tem como foco cães considerados agressivos, reativos ou muito agitados, além de animais dóceis que enfrentam dificuldades de adaptação a outros animais ou a novos ambientes. A proposta é reduzir as barreiras que impedem a adoção e oferecer uma nova chance a animais que, em alguns casos, estão há anos esperando por um lar.
O programa começou neste mês e terá duração prevista de dois anos. Durante esse período, os cães permanecerão em tempo integral na escola, passando por atividades voltadas ao comportamento e à adaptação social. Embora os detalhes metodológicos não tenham sido totalmente divulgados, a Dibea afirma que o trabalho busca “reorganizar o emocional” dos animais e promover a ressocialização.
De acordo com a prefeitura, os cães poderão ser adotados mesmo durante o processo de treinamento. Caso isso aconteça, o acompanhamento poderá continuar após a adoção, sem custo adicional para as famílias.
A iniciativa tem sido tratada como uma espécie de “escola” para cães, onde o objetivo é reeducar comportamentos que dificultam a convivência e a adoção responsável. O trabalho envolve o que a administração municipal descreve como uma abordagem de adestramento associada à psicologia canina, popularmente conhecida como psicólogo para cachorro, aplicada ao processo de ressocialização.
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Entre os animais incluídos no projeto estão cães com longas histórias de espera e situações de vulnerabilidade que impactaram diretamente o comportamento.
Um dos exemplos é Draco, um pitbull considerado reativo, que aguarda adoção desde 2022, quando foi resgatado. Segundo a Dibea, o comportamento do animal reduz suas chances de encontrar um novo lar, apesar de seu histórico de cuidados na unidade.
Outro caso é o de Salvatore, um pastor alemão que chegou ao abrigo após viver preso a uma corrente desde filhote até a fase adulta. O animal sofreu um ferimento grave, já tratado, mas desenvolveu traumas que ainda impactam seu comportamento. Atualmente, ele não aceita coleiras no pescoço, o que pode desencadear reações de agressividade.
Também faz parte do projeto o cão Limão, da raça chow-chow, que espera por adoção há anos. Conhecido entre os cuidadores pelo temperamento difícil, ele é descrito de forma bem-humorada pela equipe da Dibea como um cão de “personalidade azeda”, mas que ainda aguarda uma oportunidade de recomeçar.
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