Alerta vermelho

Usina nuclear é desligada às pressas após invasão de águas-vivas

Incidente na França afetou a operação de quatro reatores e ligou o sinal de alerta para a segurança energética

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Águas-vivas na praia. Foto: Pexels

A usina nuclear de Gravelines, uma das maiores da França, precisou interromper suas atividades na noite da última segunda-feira (10) por conta de um enxame de águas-vivas que atingiu o local.

A invasão afetou o sistema de resfriamento da planta, que utiliza água de um canal conectado ao Mar do Norte. Por segurança, a operadora EDF acionou protocolos de emergência imediatos para evitar danos.

Reatores fora de operação

Dos seis reatores que compõem a usina, as unidades 2, 3 e 4 foram totalmente desligadas como medida preventiva. Já o reator 1 teve sua capacidade limitada a apenas 50% de produção.

No momento do incidente, o reator 5 já estava parado para manutenção programada. Com isso, apenas o reator 6 permaneceu operando em sua capacidade total durante o pico da invasão dos animais.

Cada reator de Gravelines produz cerca de 900 megawatts, totalizando uma potência de 5,4 gigawatts. A retirada súbita dessa carga gera preocupação sobre a estabilidade do fornecimento elétrico no país.

Problema recorrente na região

Esta não é a primeira vez que usina nuclear sofre com águas-vivas. No ano passado, o local foi forçada a ficar offline por conta dos animais, gerando prejuízos e alertas de segurança na época.

Após o evento anterior, a operadora instalou câmeras fixas e telas de filtragem avançadas. No entanto, a força e a densidade do enxame desta semana superaram as novas barreiras tecnológicas.

Engenheiros agora utilizam técnicas de arrasto para limpar os canais e retomar as atividades.

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